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‘OPEP do etanol’ ampliará mercado para o Brasil

O Brasil e os Estados Unidos estão em busca de uma estratégia comum

para promover o uso do etanol como combustível alternativo à gasolina nos países das Américas. A aliança entre os dois países, que juntos produzem cerca de 40 bilhões de litros de álcool por ano, tem como forte incentivador o presidente norte-americano George W.Bush.

Para o Brasil, a criação da “Opep do etanol” pode ampliar as exportações do país. Para os EUA, o maior espaço para o álcool pode

reduzir a influência do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, na América Latina.

No ano passado, os norteamericanos se tornaram os maiores produtores de etanol do mundo, ultrapassando o Brasil. As iniciativas na área de energia fazem parte de um esforço de Bush para recuperar sua capacidade de influenciar a agenda nacional num momento difícil, uma vez que está a menos de dois anos do fim de seu mandato e sua popularidade está baixa, por conta, sobretudo, da guerra no Iraque. Bush não vê a promoção do etanol apenas como um meio de reduzir a enorme dependência de petróleo importado, mas também como uma oportunidade para recuperar sua influência na América Latina e se reaproximar de países que se afastaram muito dos EUA nos últimos tempos, como o Brasil.

A estratégia americana prevê a entrada de países como o Peru e a

Colômbia e de nações do Caribe nas negociações. Um dos seus objetivos é minar a influência exercida na região pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que os EUA vêem como séria ameaça à estabilidade regional. A Venezuela fornece hoje cerca de 11% do petróleo importado pelos americanos.

Num movimento paralelo, o Itamaraty está tentando conseguir o

apoio dos EUA para o lançamento de um fórum internacional sobre

biocombustíveis, onde também teriam assento União Européia, China, Índia e África do Sul.

Para o Brasil, há também boas chances de avançar em álcool no

mercado americano. Em fevereiro, os governos do Brasil e da Jamaica

assinaram um memorando de entendimentos para promover a transferência de tecnologia brasileira para a produção de açúcar e, sobretudo álcool, para aquele país. Segundo fontes do Itamaraty, este é um primeiro passo para que o Brasil avance em acordos parecidos em

outros países do Caribe. Os países do Caribe podem exportar álcool com isenção de tarifa para os Estados Unidos. Indústrias brasileiras, como Coimex e CrystalSev, já estão instaladas naquele região de

olho no mercado americano.

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