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OMS diz que o pior da pandemia ainda está por vir. E agora, qual é o futuro das usinas?

Líderes do setor apresentam suas avaliações

O diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou hoje (30/6) que o pior da pandemia da Covid-19 ainda pode estar por vir. De acordo com informações da Reuters, o diretor acredita que, seis meses após o início da pandemia em todo mundo,  o vírus pode infectar mais pessoas se os governos não implementassem as políticas certas. Sua recomendação é: “teste, rastreie, isole e façam quarentena”.

Com mais de 10 milhões de casos registrados no mundo todo desde o surgimento da doença na China no final do ano passado, número de infectados que morreram está agora acima de 500 mil. Metade dos casos no mundo ocorreram nos Estados Unidos e na Europa, mas o novo coronavírus está crescendo rapidamente nas Américas, sobretudo nos Estados Unidos e Brasil. Os prejuízos também são tangíveis na economia.

Por outro lado, classificadas como atividade essencial, as usinas têm dado exemplo de cooperação e combate ao coronavírus. Entretanto, ainda sofrem com as baixas no consumo do etanol. No entanto, gestores dos principais grupo do setor sustentam otimismo para o futuro do açúcar e do etanol. Mas fazendo uma avaliação profunda, o que pensam os líderes do setor?

Cinco líderes debatem cinco pontos sobre o futuro do setor. Sobre o que falaram?
Mário Campos, presidente do Siamig

Para encontrar essa resposta o JornalCana amplifica a voz de cinco dos principais líderes da agroindústria canavieira. “Tentar prever o que vai acontecer após o fim da pandemia é um exercício importante mas muito difícil. A chance de errar é muito grande. Contudo, reconstruir o espaço do setor no Brasil e no mundo já é algo corriqueiro. O Brasil tirou do zero um programa de bicombustível na década de 70, um grande espaço foi criado concorrendo com a maior empresa do Brasil, que sempre teve a força do Estado por trás”, avalia Mário Campos, presidente do Siamig e um dos cinco debatedores que participaram no dia 1º de julho do Webinar JornalCana — Encontro de Lideranças.

Neste sentido, Campos revela sua expectativa sobre o evento online. “Será muito interessante. Os participantes são líderes que representam muito bem os seus Estados. Um setor que produz commodities, mas com especificidades regionais importantes. A pandemia afeta a todos, mas precisamos ressaltar a resiliência do setor. Nunca se valorizou tanto a possibilidade de produzirmos da mesma matéria-prima açúcar e/ou etanol“, ressalta o líder sucroenergético do Estado de Minas Gerais.

Incerteza sobre a crise; confiança nas usinas

As incertezas são imensas — relata o presidente do Siamig — com relação ao final desta crise. “Mas sem dúvida a flexibilidade de produção tem minimizado o impacto da pandemia no setor”, garante. Para Campos, o setor construiu nos últimos anos um mercado internacional para o açúcar brasileiro e tornou-se o maior produtor e exportador do adoçante, o que mostra a força e capacidade de enfrentar os dias difíceis da economia do país. “Fomos pioneiros em grande escala do programa de bioeletricidade. O setor é exemplo de sustentabilidade, de bioeconomia, de economia circular, de alternativa energética, de emissões de GEE e de poluentes. Seja qual for o futuro, teremos o nosso espaço”, prevê o presidente do Siamig.

Compensação no custo dos fretes pode ampliar consumo de etanol

Jorge dos Santos, presidente do Sindalcool-MT é outro líder que esteve presente no Webinar. Dentre suas contribuições, ele pretende apresentar a proposta de como um imposto federal pode compensar o custo do frete de etanol de usinas localizadas em tradicionais estados produtores em direção a regiões não produtoras. “Assim o etanol chegará até estas localidades mesmo preço. Aumentando o consumo do biocombustível — contribuindo com o setor e com a região, graças aos benefícios à saúde pública”, sugere Santos. “Isso não é novo. Já foi feito no passado e as regras politicas admitem essa possibilidade”, complementa. Santos trará mais informações sobre esta sugestão e outras durante o webinar.

Em pauta, cinco pontos principais foram debatidos em busca da proposição de caminhos e soluções favoráveis ao setor sucroenergético. São eles:

1 – Pandemia da Covid-19 e os benefícios do etanol
2 – Renovabio / Taxação dos Cbios
3 – Importações de Etanol
4 – Abertura de novos mercados etanol
5 – Desenvolvimento regional
Assista o Webinar JornalCana – Encontro de lideranças:

O evento foi um oferecimento de:
  • S-PAA Soteica – Software de Otimização em Tempo Real que maximiza a cogeração e a eficiência industrial, gerando ganhos superiores a R$ 1/tc em mais de 40 usinas instaladas.
  • Telog – Integrador logístico com grande expertise na cadeia de suprimentos da agroindústria nacional.
  • Pró-Usinas, uma empresa do Grupo ProCana focada em trazer tecnologia que gera resultados para as usinas.

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