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Óleo é usado como combustível

Entre seus mais variados usos, o óleo de soja pode ser também uma alternativa de insumo para geração de energia. Além de ser matéria-prima para a fabricação de óleo refinado, margarina, gordura hidrogenada, entre outros, o derivado da oleaginosa pode colaborar para a produção de biodiesel como fonte de combustível renovável.

Especialistas da indústria do esmagamento consideram que a oleaginosa tem escala necessária para aumentar rapidamente a oferta de óleo. Ademais, as processadoras do complexo nacional de soja estão distribuídas pelas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que coincidem com as áreas de maior consumo de óleo diesel no País.

A maior parte da capacidade instalada das industrializadoras de óleo de soja está localizada no Sul do Brasil. As unidades no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná respondem por um volume de 3,31 milhões de toneladas, de um total de 6,42 milhões de toneladas estimadas para 2003. O Centro-Oeste, onde está o maior potencial de expansão da cultura de soja do País, representa 1,89 milhão de toneladas, seguido do Sudeste, com 1,21 milhão de toneladas. O Brasil ainda apresenta capacidade ociosa de 1,02 milhão de toneladas.

Com o volume previsto para a safra 2004/05 em mais de 6 milhões de toneladas, o Brasil é o segundo maior produtor de óleo de soja do mundo. O País está atrás dos Estados Unidos, que registram 8,36 milhões de toneladas, e à frente da China, com 4,97 milhões, e da Argentina, com 4,84 milhões.

Concorrência com a palma

O derivado de soja domina o mercado brasileiro de óleos vegetais, que movimenta cerca de US$ 2,3 bilhões por ano. Com mais de 90%, o produto está à frente dos derivados de milho, azeite, girassol e canola. No mundo, o segmento é mais pulverizado, com o óleo de palma em uma disputa mais destacada com o de soja.

Depois de apresentar baixo patamar desde a metade da década de 90, as exportações de óleo de soja devem superar as estimativas de 2003. Além de registrar recorde, a receita ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão em 2003, de acordo com a Secex. Segundo projeção da Abiove, a receita cambial para 2004 deve chegar a US$ 1,403 bilhão.

O Brasil exporta óleo de soja para diversos locais do mundo, especialmente para os países do Oriente Médio e da Ásia. Entre eles estão República Islâmica do Irã, China e Índia, que responderam por 70% da receita em 2003. Juntos compraram o equivalente a US$ 863,36 milhões, de um total de US$ 1,23 bilhão.

A República do Irã começou a comprar óleo de soja e açúcar exclusivamente do Brasil a partir de 1994. Naquele ano, os argentinos levantaram a suspeita de o, então, embaixador iraniano ter ligações com um atentado terrorista local. A acusação, que foi formalizada pela Argentina em 2003, mudou a rota de importação dos iranianos para o mercado brasileiro.

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