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Oferta Interna de Energia tem forte recuperação em 2021

Energia necessária para movimentar a economia do País deverá crescer 4,6% sobre 2020

A Oferta Interna de Energia (OIE) de 2021, que é a energia necessária para movimentar a economia do país, deverá crescer 4,6% sobre 2020. É o que aponta as estimativas do Boletim Mensal de Energia de julho, elaborado secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME) e publicado nesta quarta-feira (29/09).

Em 2020, a OIE recuou 2,2% com relação a 2019, mas a expansão de 2021 será suficiente para ultrapassar o valor de 2019 em 2,3%.

Para a Oferta Interna de Energia Elétrica (OIEE) de 2021, que inclui o consumo nos setores econômicos e perdas na transmissão e distribuição, é esperada uma alta de 5,2% sobre 2020, superando o montante de 2019 em 4,4%.

Algumas atividades muito afetadas pela pandemia da COVID-19, como setor aéreo, veículos leves e comércio, apesar de boa recuperação em 2021 sobre 2020, ainda seguirão com demandas de energia inferiores aos montantes de 2019. Assim, a indústria, o transporte de cargas e as residências serão os principais responsáveis pelos incrementos sobre os montantes de energia de 2019.

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As fontes renováveis foram beneficiadas em 2020 por serem pouco afetadas pelas medidas adotadas na pandemia. Já em 2021, estão sendo prejudicadas tanto por uma retomada de combustíveis fósseis em veículos leves como pelo agravamento da seca, que exige maior geração termelétrica fóssil e vem causando prejuízos à agricultura. Em especial, a previsão de baixa no setor bionergético está próxima de 10%, atividade responsável por 17% da OIE do Brasil e toda renovável.

O maior rigor da seca afetou ainda mais a geração hidráulica no mês de julho, com consequências também na produção agrícola. A revisão da safra de cana-de-açúcar mostra uma queda bem maior do que a anterior, e a maior geração termelétrica fóssil afeta a proporção das renováveis nas matrizes energéticas e aumenta as perdas térmicas.

Na matriz de OIE de todo o ano de 2021 as fontes não renováveis devem crescer 12%, enquanto que as renováveis devem recuar 3%, ficando o total com 4,6% de alta. Assim, a proporção das renováveis deve recuar 3,6 pontos percentuais em 2021.

 

 

 

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