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O limite da tolerância

“As bactérias aprimoram seus mecanismos de defesa enquanto nós não sabemos dosar produtos e o pior insistimos em não fazer os devidos estudos de suas eficiências (Antibiogramas) levando-se em consideração a quantificação exata dos contaminantes, dosando antibióticos sem a mínima responsabilidade”.

Já se passaram quase nove décadas desde a descoberta da penicilina por Sir Alexander Fleming em seu laboratório em Paddington, em 1928, e atualmente existem mais de cem tipos diferentes de antibióticos para inúmeras infecções bacterianas.

Uma preocupação crescente na medicina moderna, contudo, é a capacidade de bactérias desenvolverem estratégias para superar os tratamentos com antibióticos.

Muitos antibióticos como a ampicilina e eritromicina, por exemplo, que costumavam matar populações bacterianas inteiras com grande eficácia, são agora bem menos capazes devido a esse alarmante fenômeno da tolerância bacteriana.

A Professora Balaban da Universidade de Jerusalém e sua equipe de pesquisadores levantaram a hipótese de que uma dose diária de antibiótico de duração específica possibilitaria que as bactérias previssem a administração do medicamento e permanecessem dormentes a fim de sobreviver e de quebra conseguiram comprovar que tal adaptação tem uma base genética. (Nature-25/06/2015)

Com essa nova compreensão sobre como as células bacterianas são capazes de evoluir sob estresse antibiótico, os cientistas poderão desenvolver melhores estratégias para tratar de forma mais eficaz as infecções bacterianas.

Visto que os pesquisadores foram capazes de identificar os genes responsáveis pela adaptação, o próximo passo será ver se a resposta cronometrada aos antibióticos também é ativa em humanos ou não.

Para as indústrias a recomendação é mais acentuada em não fazer o uso de antibióticos especificamente para se controlar processos fermentativos substituindo de forma eficiente e cientificamente comprovada por Desinfecção Industrial Limpa com produtos oxidantes à base de radicais livres que não permitem a estas bactérias desenvolverem estes fenômenos relatados neste artigo e que nos ensinam que não podemos subestimar a capacidade destes microrganismos que quando agredidos pelos antibióticos simplesmente se defendem com estes mecanismos moleculares espetaculares.

Vinicolas , wiskerias e cervejarias na Europa, EUA e etc , já aboliram de vez o tratamento com antibiótico em suas plantas industriais em processos fermentativos pois chegaram a conclusão que o uso inadequado de suas dosagens com certeza trouxe prejuízos irreparáveis ao meio ambiente e a saúde pública, lembrando que para tal medidas severas foram impostas a estas indústrias.

Para que o desfecho fosse positivo e que estas atitudes de substituição estão provadas e comprovadas há mais de décadas que o uso de produtos à base de radicais livres para desinfecção industrial é eficiente e não deixa resíduos indesejáveis e estes produtos não permitem as bactérias se adaptarem ao seu mecanismo rápido de ação.

Precisamos aprender a corrigir uma fermentação com alto nível de contaminação bacteriana se moldando aos Países mais desenvolvidos onde as Leis Ambientais ligadas à Saúde Pública realmente são aplicadas aos infratores, aqui no nosso Brasil, dependemos da ANVISA – ÓRGÃO GOVERNAMENTAL DE FISCALIZAÇÃO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE que até o momento faz vistas grossas para este problema sério.

É tempo de repensar e não confundir os fenômenos de resistência e tolerância aos antibióticos, até a próxima e que seja mais saudável.

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