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Nuvem de gafanhotos não entrou no Brasil, afirma MAPA

Governo divulga manual técnico de orientações para controle da praga

O monitoramento feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) indica que a rota da nuvem de gafanhotos não entrou em território brasileiro. Em ritmo de alerta, o trabalho continua na fronteira com o Rio Grande do Sul. Ontem, o ministério divulgou portaria declarando estado de emergência fitossanitária no RS e em SC com medida de prevenção.

O MAPA lançou também nesta quinta-feira, um manual técnico de orientações sobre as ações de controle da praga adaptado às condições do Brasil, respaldado por dados científicos, com a devida capacitação dos agentes envolvidos num eventual surto da praga no país:

https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/monitoramento-indica-que-nuvem-de-gafanhotos-nao-entrou-no-brasil/copy_of_Manualcontrolegafanhotos.pdf

As condições meteorológicas climáticas previstas para a região indicam a chegada de uma frente fria acompanhada de queda de temperatura, o que não favoreceria a chegada dos insetos aos Estados. Embora não sejam conclusivos, alguns estudos indicam que quando a espécie encontra condições de clima e de alimentação favoráveis ao seu desenvolvimento, pode gerar até três gerações em um ano, uma a mais do que normalmente aconteceria em condições normais.

De acordo com Leandro Delalibera Geremias, entomólogo da Estação Experimental da Epagri em Ituporanga/SC, desde a década de 1950 tem sido observada uma diminuição da incidência desta praga na Argentina. No Brasil, foram registrados surtos de gafanhotos de outras espécies em diferentes regiões até o início de 1990, contudo na maioria das vezes de forma esporádica.

“Com o aumento generalizado do número de indivíduos, há a necessidade de buscar novos nichos ecológicos para alimentação e daí ocorre a nuvem migratória”, explica o entomólogo. Trata-se de uma praga que pode se alimentar de cerca de 400 diferentes espécies vegetais, tanto as cultivadas pelo homem, especialmente gramíneas, como espécies vegetais silvestres, onde também pode se abrigar”, explica.

Segundo Kleber Trabaquini, pesquisador do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri/Ciram), a evolução da praga no país vizinho vem sendo registrada pelo Serviço Nacional de Sanidad y Calidad Agroalimentaria (Senasa), órgão ligado aquele governo federal. Foi criado um banco de dados que está sendo alimentado por avistamentos in loco, desde 1º de maio, quando se iniciaram os registros.

O pesquisador explica que este acompanhamento é importante para que a Epagri possa informar às autoridades quais variáveis ambientais estão influenciando no deslocamento da nuvem, relacionando a trajetória dos insetos com fatores como vento, pressão e umidade do ar e relevo.  “A velocidade média de deslocamento da nuvem é de 100Km por dia, mas isso pode variar, influenciado principalmente pelo vento”, afirma.

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