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Nova pesquisa revela os desafios do financiamento climático no Brasil e sugere possíveis soluções

País precisará de um investimento de US$ 200 bilhões (R$ 1 trilhão) para atingir suas metas de redução de GEE para 2030

O Brasil precisará de um investimento estimado em US$ 200 bilhões (R$ 1 trilhão) para atingir suas metas climáticas para 2030, de acordo com um novo estudo divulgado hoje pelo Fórum Econômico Mundial. Isso representa mais de US$ 100 bilhões a mais em investimentos para a transição climática do que o país está atualmente em vias de receber até 2030.

O relatório Finding Pathways, Financing Innovation: Tackling the Brazilian Transition Challenge, produzido e publicado em parceria com a consultoria de estratégia e gestão Oliver Wyman, traz insights para líderes empresariais e do setor público sobre a realidade brasileira em relação às metas climáticas e destaca os desafios e oportunidades do mercado local. Também mostra como as empresas brasileiras podem influenciar e contribuir para a agenda global de neutralidade de carbono.

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“O Brasil e outras economias em desenvolvimento enfrentam desafios climáticos diferentes em comparação com o resto do mundo. Por exemplo, o setor agrícola do Brasil desempenha um papel relativamente maior em sua pegada climática em comparação com as economias desenvolvidas. Enquanto isso, os setores de energia e transporte contribuem muito menos”, diz Kai Keller, líder de Estratégia Regional e Parcerias do Fórum Econômico Mundial.

“Os formuladores de políticas, líderes empresariais e especialistas do setor precisam se unir para ajudar o Brasil a atrair o investimento necessário para atingir com sucesso suas metas climáticas”.

“O Brasil desfruta de uma posição privilegiada para se tornar um centro global de soluções verdes para outros países. Por outro lado, o país tem desafios importantes para reduzir suas emissões e realizar seu potencial. Para que isso aconteça, o país precisa estabelecer estruturas de financiamento robustas, como o desenvolvimento de instrumentos financeiros sustentáveis, a mobilização de investimentos privados e o acesso a recursos internacionais para as mudanças climáticas”, diz Guilherme Xavier, sócio da Oliver Wyman e Líder da Prática de Clima e Sustentabilidade na América Latina.

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O Brasil se comprometeu a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 37% até 2025 e em 50% até 2030, com base nos níveis de 2005, com o objetivo final de alcançar a neutralidade de carbono até 2050.

Com esses compromissos em mente, o estudo destaca os desafios específicos que o Brasil enfrenta no financiamento de suas metas climáticas para 2030 e sugere possíveis soluções para fechar essas lacunas de financiamento. As principais soluções recomendadas incluem:

Desenvolver novas ferramentas financeiras e estruturas de financiamento robustas, como títulos verdes, sociais, sustentáveis e vinculados à sustentabilidade, para facilitar os investimentos climáticos.

Os formuladores de políticas devem fornecer metas claras, medidas de apoio e certeza para que os líderes do setor avancem com suas estratégias de transição climática.

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Mobilizar o financiamento privado adaptando os caminhos da descarbonização e desenvolvendo uma taxonomia verde que se encaixe nas condições locais do Brasil, seguindo o exemplo da União Europeia e de países como China, Colômbia e México, que já fizeram isso.

O relatório aponta caminhos para descarbonização para diferentes setores no Brasil e inclui opções de financiamento relacionadas, que podem ser usados por líderes de negócios, formuladores de políticas e outros para ajudar o Brasil a atingir suas metas climáticas até 2030.

O Fórum Econômico Mundial, empenhado em melhorar as condições do mundo, é a Organização Internacional de Cooperação Público-Privada. O Fórum engaja os principais líderes políticos, empresariais e outros líderes da sociedade para moldar agendas globais, regionais e industriais.

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