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Nova cana-de-açúcar apresenta resistência à broca e ao glifosato

A variedade em fase final de testes apresenta vários benefícios

Já estão em fase final os testes em campo da cana BtRR, variedade geneticamente modificada de cana-de-açúcar que une dois modos de ação para garantir resistência à broca-da-cana (Diatraea saccharalis) – principal praga da cana-de-açúcar, que causa prejuízos estimados da ordem de R$ 5 bilhões por ano-safra – e ao herbicida comercial glifosato, usado no controle de plantas invasoras.

Desenvolvida nos laboratórios da Embrapa Agroenergia (DF) em parceria com a startup PangeiaBiotech, a variedade demonstrou ser resistente à aplicação de quatro vezes a dosagem comercial do herbicida glifosato e à infestação com larvas da broca-da-cana em casa de vegetação.

O projeto combinou dois genes de resistência com modos de ação diferentes para ampliar a proteção da cana contra a broca, mais o gene que confere resistência ao herbicida glifosato.

Para a transformação genética da cana, foram selecionados genes com liberdade de exploração (em inglês, Freedom to Operate – FTO) comumente usados nas culturas da soja, milho e algodão no Brasil e que agora foram adaptados para a cana.

“O grande diferencial dessa tecnologia é a expressão de duas proteínas bioinseticidas em toda a extensão da planta, tóxicas para insetos suscetíveis, porém inócuas para outros organismos. Dois modos de ação que aumentam a vida útil da tecnologia”, explica o pesquisador da Embrapa, Hugo Molinari, líder do projeto. “Aliado a isso, a resistência ao herbicida facilita o manejo de plantas daninhas no campo”, completa.

Agora, a Embrapa Agroenergia e a PangeiaBiotech buscam por empresas parceiras para colocar a nova variedade de cana BtRR no mercado.

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A nova tecnologia tem vários benefícios, além da proteção do cultivo, como economia no custo de aplicação de inseticidas e herbicidas, maior eficiência de controle e menor número de operações agrícolas.

“O resultado final é um menor custo de produção por tonelada nas áreas que serão cultivadas com a cana transgênica, quando comparadas à cana convencional. Por isso, acreditamos que ela atende à demanda do setor por maior qualidade de matéria-prima e produtividade”, afirma o pesquisador.

 

 

 

 

 

 

 

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