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Norte americanos visitam Fatec para intercâmbio na área de agricultura de precisão

Alunos da Universidade Estadual de Oklahoma e da Universidade do Arkansas estiveram no dia 14, em Pompéia, em Marília (SP) para visitar as instalações da Fatec e promover um intercâmbio entre as instituições que atuam em cursos voltados para a área de agricultura de precisão. A visita foi coordenada por professores da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp de Botucatu, onde os americanos estão fazendo intercâmbio para conhecer as tecnologias desenvolvidas e a estrutura da universidade brasileira.

Durante a visita, os alunos americanos, que fazem cursos similares em seus países, conheceram os laboratórios, salas de aula, setores de treinamento e a fábrica da Jacto, além do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Dr. Sérgio Sartori, mantido pelo Grupo Jacto e que fica em Paulópolis- SP.

Segundo o diretor da Fundação Shunji Nishimura, onde funciona a Fatec – Campus Pompéia, Alberto Issamu Honda, o objetivo da visita foi divulgar o curso que no Brasil é o único da modalidade, mas que nos Estados Unidos funciona há vários anos em Oklahoma. Lá há um curso similar que serviu de base para a implantação da faculdade de Agricultura de Precisão na cidade de Pompéia.

“Com certeza os alunos americanos estarão levando uma imagem muito boa da instituição, uma vez que está ligada não somente a uma faculdade de renome como a Fatec,mas também com o peso de uma empresa como a Jacto, que detém altas tecnologias na área de pulverização”, destacou.

A mesma opinião é do coordenador do curso, Carlos Eduardo de Mendonça Otoboni, que disse ter grande expectativa de ser celebrado em breve um intercâmbio entre as instituições, o que trará benefícios tanto para os alunos brasileiros quanto para os americanos, uma vez que promove uma rede de relacionamentos e troca de experiências muito produtivas do ponto de vista acadêmico.

“A agricultura brasileira e ensino voltado para a área são privilegiados e estão muito bem posicionados em suas tecnologias, podendo ser referência para muitos países”, concluiu.

A diretora da Fatec de Marília – Campus Pompéia, Cláudia Mendonça. também ressaltou a importância da visita como uma troca de experiências entre as instituições, uma vez que o foco dos cursos é diferente e o intercâmbio de informações é muito positiva para todos.

“Em visitas como essa fica claro que a qualidade do nosso curso é tão boa quanto a de outros países, pois a evolução das tecnologias desenvolvidas no Brasil se assemelham às melhores do mundo”, ressaltou a diretora.

Um dos coordenadores do convênio de intercâmbio com os Estados Unidos – CAPES / FiPSE, o professor Saulo Guerra, comentou que a visita promoveu junto aos alunos americanos o reconhecimento da estrutura do curso no Brasil. “A infraestrutura que a Fatec – Campus Pompéia dispõe é sensacional. É a melhor na área de agricultura de precisão no Brasil e tenho certeza que esse curso será líder no país. Um momento como este, de internacionalização do conhecimento, os dois países só têm a ganhar”, destacou Guerra.

O coordenador informou que a faculdade de agronomia da Unesp de Botucatu acumula cinco anos de experiência em intercâmbios com alunos dos EUA, tendo já recebido um total de 20 estudantes americanos e já enviaram para os EUA outros 20 alunos da instituição. “O Brasil oferece o que há de melhor em tecnologias voltadas para a agricultura de precisão e tem servido de modelo para muitas outras nações”, comemora.

Prova disso é a declaração do aluno Severino Popolizio Junior, que se formou em Oklahoma no curso Mecanização em Agricultura de Precisão e fez questão de visitar o Brasil com a comitiva por recomendação da empresa onde irá trabalhar.

A Monsanto sugeriu que ele tivesse uma experiência internacional voltada para a área de agricultura e que fosse especificamente no Brasil. “A empresa reconhece o potencial agronômico existente no Brasil e fiz questão de comprovar isso de perto”, disse o aluno americano.

Já o aluno da Universidade de Oklahoma, Brandon Burgess, que está no 2º ano do curso de Agricultura de Precisão, comentou que estava maravilhado com a infraestrutura oferecida pela Fatec em Pompéia. “As salas de aula, os laboratórios e todos os equipamentos são excelentes.” Gostaria que o nosso curso nos EUA tivesse a mesma estrutura”, justificou Brandon.

O aluno comentou ainda que já havia ouvido falar muito bem da instituição nos EUA, uma vez que ele tem dois professores brasileiros que sempre elogiavam a Jacto, que mantém através da Fundação Shunji Nishimura, todas as instalações onde funciona o curso.

O coordenador do intercâmbio Brasil – Estados Unidos da FCA – Unesp Botucatu, Kleber, Pereira Lanças disse que visitas como essas possibilitam um salto de qualidade muito grande na preparação dos alunos, o que vai além do aprendizado de uma nova língua. “Essa troca de experiências possibilita aos estudantes envolvidos, seja qual for a nação, explorarem o seu potencial e possibilita superação do conhecimento”, finalizou.

O diretor presidente da Jacto, Martin Mundstock, que também recepcionou os estudantes durante a visita,comentou que hoje a empresa já revende seus produtos para 107 países e visitas como essa são muitos comuns, mas deixam uma verdade que é unânime: não existem mais diferenças tecnológicas que sejam muito grandes na área de agricultura entre os todos os países do mundo.

“A tecnologia hoje é muito semelhante e aberta o que nos leva a sempre investir nessa área e cremos que estamos no caminho certo”, destacou Mundstock.

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