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Nordeste faz plano para elevar a oferta de álcool

Ampliar a produção de álcool no Nordeste em pelo menos 4 bilhões de litros é o objetivo de um projeto que está sendo elaborado pelo Sindicato das Indústrias do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar/PE). A idéia é apresentar formas de agregar cerca de 820 mil hectares em novas fronteiras agrícolas e melhorar a infra-estrutura de forma a aumentar a participação nordestina na produção nacional do combustível. Na última safra, a a região produziu 1,7 bilhão de litros. No Centro-Sul, foram 13,6 bilhões. O projeto será apresentado ao ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, em julho.

Segundo Renato Cunha, presidente do Sindaçúcar/PE, a concentração da produção em uma única região acarreta dificuldades logísticas e riscos à exportação. “O Nordeste complementa a safra do Centro-Sul. Quando a safra acaba em uma região, começa na outra. É isso que o mercado internacional procura, garantia constante e segura de abastecimento”, justifica. A abertura de novas fronteiras agrícolas – o foco está no Maranhão, Piauí e região do médio São Francisco – possibilitaria o abastecimento regional e melhor logística de exportações. Conforme o executivo, o Nordeste participa com 12% do volume nacional de etanol, de 15,5 bilhões de litros.

Cunha lembra que o governo federal tem planos de ampliar a produção nacional em 10 bilhões de litros até 2010. Para isso, será necessário investir em políticas agrícolas e infra-estrutura. No caso do Nordeste, os produtores também pleiteiam o aprimoramento da gestão hídrica. Ele diz que, ao lado dos investimentos públicos, os produtores terão que verticalizar a produção em áreas já consolidadas, melhorando a produtividade em até 20%, e investir em novas áreas de expansão. A movimentação junto a outras regiões com potencial sucroalcooleiro já teve início, mas ainda é considerada tímida. Somente no Maranhão a produção de álcool passou de 26 milhões de litros em 2002/03 para 48 milhões de litros em 2004/05.

A realização de investimentos nos portos das regiões abrangidas pelo projeto possibilitaria ganhos logísticos consideráveis, barateando o custo da produção brasileira, que já é o mais baixo do mundo. “Um navio com destino aos Estados Unidos e carregado no Nordeste chega muito mais rápido que uma embarcação partindo do porto de Santos, por exemplo”, explica. Cunha também mostra que uma outra opção de mercado é a Venezuela. “O Nordeste importa grande quantidade de gasolina da Venezuela. Neste caso, as embarcações poderiam voltar para aquele país carregadas com o etanol produzido na região”. Apesar do potencial, a exportação nordestina de álcool é pequena. Na última safra foram exportados 720 mil litros. As exportações nacionais totalizaram cerca de 2,4 bilhões de litros.

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