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No País, produção engatinha

Embora o Brasil tenha se tornado referência mundial no desenvolvimento científico da tecnologia do biodiesel, a produção nacional ainda é bastante tímida se comparada ao volume produzido por países da Europa e pelos Estados Unidos. “No Brasil, o crescimento da produção do combustível é lento, ao contrário do que ocorre em outros países produtores”, diz o professor de química industrial da USP de Ribeiro Preto, Miguel Daddoub.

Segundo ele, enquanto a oferta brasileira este ano não deva passar dos 100 milhões de litros, na Alemanha – o maior produtor mundial de biodiesel e onde há completa isenção dos tributos em toda a cadeia produtiva – estima-se que produção supere os 3 bilhões de litros até o final de 2006, o que significará um aumento de 50% sobre os 2 bilhões de litros registrados em 2005. Já nos EUA, a produção do combustível chegou a 75 milhões de galões em 2005 (280 milhões de litros), ante 25 milhões de galões (93 milhões de litros) refinados em relação ao ano anterior.

No País, a Lei 11.097, aprovada no início de 2005, determina a obrigatoriedade da mistura de biodiesel no diesel em 2% – o chamado “B-2” – a partir de 2008. De acordo com Daddoub, para que o Brasil possa atender essa exigência será preciso que a produção nacional alcance 800 milhões de litros/ano, uma meta, para ele, “difícil”, considerando o estágio atual do mercado.

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