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Na África, Lula defende biocombustíveis e nega ameaça à segurança alimentar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou autoridades e empresários da África a participarem do projeto de biocombustíveis. Em Burkina Faso, Lula disse que os biocombustíveis democratizam o “acesso à energia sustentável”.

“Ao mesmo tempo, estaremos combatendo o impacto do aquecimento global, que atinge desproporcionalmente os países mais pobres. E, isso, sem colocar em risco a segurança alimentar. É o que demonstra a experiência do Brasil”, disse Lula em um seminário em Burkina Faso.

O presidente Lula voltou a defender a expansão dos biocombustíveis na abertura de um encontro empresarial em Burkina Faso. “O álcool e o biodiesel são a alternativa energética para um planeta ameaçado pelos efeitos da mudança climática e pela alta no preço do petróleo. Para países pobres, essa aposta representa geração de empregos e renda, autonomia energética e aumento de exportações.”

Lula também negou que o cultivo de cana para a produção de álcool possa colocar em risco a segurança alimentar. “Jamais defenderia projetos que tirassem alimentos da mesa dos trabalhadores. O debate sobre a relação entre biocombustíveis e segurança alimentar é necessário, mas deve ser feito com critério. A experiência brasileira mostra que a produção de biocombustíveis não afeta a segurança alimentar.”

O presidente disse que o “flagelo da fome no mundo não decorre da falta de alimentos, mas da falta de renda, inclusive para comprar alimentos”. “Se produzidos de forma adequada, os biocombustíveis podem gerar renda e contribuir para a segurança alimentar das famílias mais carentes.”

Bolsa Família – Lula também convidou os países africanos a participarem de programas de combate à fome e pobreza, como o Bolsa Família brasileiro.

“Por meio da Ação Internacional de Combate à Fome, que lançamos em 2004, estamos criando mecanismos financeiros inovadores para alcançar as metas do milênio mais fundamentais: democratizar o acesso à alimentação e à saúde.”

Subsídios agrícolas – Lula criticou os subsídios agrícolas dos países ricos. “Nas negociações comerciais multilaterais, estamos juntos na luta contra os subsídios dos países ricos. Burkina Faso (…) atua na OMC em sintonia com o G-20, no combate aos subsídios aos produtores de algodão nos países desenvolvidos. Tais subsídios deprimem os preços do produto no mercado internacional e ferem diretamente a economia de países pobres da África.”

Segundo Lula, a “vitória brasileira no contencioso do algodão na OMC foi também uma vitória de Burkina Faso”. “A aproximação entre nossos países já começa a se refletir no nosso comércio bilateral. Mas as cifras ainda estão muito abaixo do que podemos almejar. (…) A área monetária comum desse bloco africano oferece valiosas lições.”

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