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MP da Cofins terá prioridade nas discussões do Senado

O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), informou, ontem, que além da conclusão da votação da reforma tributária e da chamada PEC Paralela, terá prioridade na Casa nesta semana a discussão sobre a Medida Provisória (MP) que acaba com a incidência da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) ao longo de toda a cadeia produtiva, estabelecendo alíquota única de 7,6% para o produto finalizado. Antes, a alíquota era de 3%, mas o tributo incidia sobre cada etapa da produção. A MP ainda está sendo examinada na Câmara e deve seguir para o Senado no início da semana.

“Vamos buscar uma negociação conjunta entre o Senado e a Câmara, porque não haverá tempo de o Senado promover qualquer tipo de alteração, já que aí a proposta teria que retornar à Câmara, e nós já estaríamos fora do período legislativo”, explicou Mercadante.

De acordo com o líder, a base do governo tem interesse em que alguns setores da área de serviços passem a ter o cálculo da Cofins com base no critério anterior. “São setores de cadeia curta, com um peso muito grande na folha de pagamentos e que não têm insumos e matérias-primas para usufruir do benefício que a nova Cofins traz”. Mercadante afirmou que setores como saúde e educação são claramente prejudicados com a nova alíquota, ao contrário dos setores exportador e industrial, por exemplo.

O senador Jorge Bornhausen (PFL-SC) observou que a MP representa um aumento de 153% na alíquota da Cofins e garantiu que a oposição vai dificultar a aprovação da matéria. “O governo penaliza mais uma vez setores que estão gerando emprego e nós, do PFL, não podemos aceitar de forma alguma tal como o governo enviou, por Medida Provisória, o aumento da Cofins. Vamos lutar até o último momento em favor do contribuinte brasileiro”. (Fonte: Agência Brasil)

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