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Mobilidade sustentável é debatida pela indústria automobilística e setor

Etanol é apontado como uma das alternativas sustentáveis  

O futuro do setor automobilístico e as alternativas para uma mobilidade sustentável pós pandemia foram tema da segunda edição do webinar “AutomotiveRestart”, parte do projeto de mesmo nome, realizado pela Bright Consulting.  O evento online realizado na última semana foi liderado por Ricardo Abreu e contou com a participação de Fernando Pfeiffer, gerente de produtos da Renault, Edson Orikassa, vice-presidente da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Evandro Gussi, presidente da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA), e Lauro Elias, diretor de operações tecnológicas da Lactec.

O moderador do evento, Ricardo Abreu, mediou a discussão baseada na preocupação mundial em seguir um caminho mais sustentável. “Todos estão procurando a sua forma de combater o aquecimento global, que é a próxima pandemia da vez, e talvez de magnitude ainda maior do que esta que estamos enfrentando. Além disso, se tem uma preocupação muito grande com a segurança energética, a independência tecnológica, a criação de empregos, e o crescimento da economia como um todo”, disse.

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Durante o debate, Evandro Gussi apontou que, para que as discussões em torno dos carros elétricos sejam verdadeiramente sustentáveis, é preciso levar em conta as emissões de gases de efeito estufa (GEE) do poço à roda, ou seja, de todo o ciclo de vida.

Evandro Gussi, presidente da UNICA

“O debate correto pressupõe se estamos falando de sustentabilidade ou de resolver o problema da indústria automobilística, isso é o número um. Se é sobre sustentabilidade, o ciclo de vida não vai entrar nessa conta? Se entrar, temos que colocar nessa tabela e ver como um carro movido a etanol, sobretudo em uma solução híbrida, se comporta vis a vis com um carro a bateria”, disse.

Fernando Pfeiffer relembrou que os veículos elétricos já são realidade para a Renault, e também comentou sobre como a pandemia e as mudanças climáticas aceleraram a demanda por alternativas sustentáveis.  “O mercado começou a reverberar e dar cada vez mais relevância para essa causa da sustentabilidade, e é algo que devemos nos apropriar, não só pela questão dos avanços tecnológicos, mas também pelo fundo social que carrega”.

Para Orikassa, uma das alternativas para a mobilidade sustentável é o etanol.  “Na AEA apoiamos as iniciativas do governo para reduzir as emissões, como usar o combustível mais sustentável. Sabemos que o etanol é o combustível mais adequado para o Brasil, pois somos grandes produtores. A eletrificação é uma coisa que está por vir, porém acho que no Brasil não se pode falar só disso, se temos aqui um combustível sustentável que poderia ser expandido”, conclui.

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Já na visão de Lauro Elias, o Brasil deve investir na chegada do carro elétrico, mas sem abrir mão de suas forças. “O Brasil tem força tanto do lado da geração de energia, que é baseada em fontes renováveis, quanto pelo lado do setor automotivo com o biocombustível. Esses são motivos de orgulho para o Brasil, e quando se fala de sustentabilidade é pouco aproveitado pelo país, como algo a ser comunicado para o resto do mundo”, avalia.

“A mobilidade do século 21 será plural, terá espaço para diferentes rotas tecnológicas”, comentou Gussi. “Temos três passos: o do presente, em que biocombustíveis desempenham um papel extremamente relevante e podem contribuir ainda mais com o país; o segundo passo, das soluções híbridas; e o terceiro, em que a gente coloca essa energia elétrica, produzida a partir de um biocombustível”, finalizou.

Esta matéria faz parte da edição de outubro do JornalCana.

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