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“Moagem em Pernambuco cresceu e tem condições de avançar mais”

É o que afirma Alexandre Andrade Lima, presidente da Associação dos Fornecedores

Lima: “a venda direta de etanol vai acontecer” (Foto: Arquivo/JornalCana)

Em vias de terminar, a safra de cana-de-açúcar em Pernambuco registra resultados vigorosos.

O setor sucroenergético pernambucano esmagou 12 milhões de toneladas na safra, que oficialmente termina em fevereiro próximo.

O volume é 5% superior ao total de cana processado na safra anterior (11,4 milhões de toneladas).

“O estado, porém, tem potencial de crescer mais”, afirma Alexandre Andrade Lima, presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP).

Ele também preside a cooperativa Coaf, gestora de unidade produtora em Timbaúba (PE), e da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana).

Em entrevista ao JornalCana, Andrade Lima traça um raio X da safra 19/20 em Pernambuco,

E comenta sobre a safra na Coaf e sobre a proposta de venda direta de etanol, da qual ele é defensor.

 

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Moagem tem condições de crescer mais

Como está o desempenho da safra 2019/20 em Pernambuco?

Alexandre Andrade Lima – Muito importante.

Houve um aumento de produtividade por conta da boa distribuição da chuva no período, que começou em dezembro/18 e seguiu até outubro/19.

E sobre a moagem? 

Alexandre Andrade Lima – Pernambuco esmagou 12 milhões de toneladas de cana, ante 11,4 milhões da safra anterior.

O estado, porém, tem potencial de crescer mais.

Isso porque há pouco tempo, moeu 17 milhões, por exemplo.

Quantas unidades produtoras estão em operação? 

Alexandre Andrade Lima – Existem hoje 13 usinas em funcionamento, das quais duas são cooperativas de fornecedores independentes de cana (Coaf e Agrocan).

 

Safra 20/21 pode ter produtividade menor

 

É possível fazer previsões sobre a safra 2020/21?

Alexandre Andrade Lima – Sobre a safra 2020/21 é muito cedo para especular.

Contudo, já houve um pouco de mortalidade da cana devido a um período bastante seco (meados de outubro/19 a meados de janeiro/20).

Com isso, pode haver uma menor produtividade que a safra 2019/20, mas é cedo para estimar.

Como está a safra na usina Coaf?

Alexandre Andrade Lima – A produção da nossa usina Coaf (Cooperativa do Agronegócio dos Fornecedores de Cana de PE) na safra 2019/20 tem sido positiva.

A temporada não terminou até 29/01, mas já moeu 675 mil de toneladas, ante 627 mil na safra 2018/19.

A previsão é de moer 800 mil toneladas até meados de fevereiro, bem como fabricar 70 milhões de litros de etanol e 9 milhões de litros de cachaça.

Há alguma estimativa da Coaf para a safra 2020/21?

Alexandre Andrade Lima – Em relação a safra 2020/21, a previsão é de moer também 800 mil toneladas com a fabricação de etanol.

Todavia, a usina tem condição de moer até mais. Tudo dependerá se o preço do açúcar melhorar.

“Venda direta de etanol vai acontecer”

O sr. é um dos grandes defensores da proposta de venda direta de etanol pelas usinas. Dará certo?

Alexandre Andrade Lima – A venda direta de etanol vai acontecer.

Essa decisão já está no governo, inclusive no Ministério da Economia, além da sociedade como um todo. Acreditamos que a proposta deva ser aprovada também pela Câmara Federal, se não for atropelada por um novo posicionamento do governo.

Esperamos que seja aprovada logo. É justo.

Não tem porque as usinas venderem somente para as distribuidoras, quando também poderiam vender aos postos mais próximos das unidades.

A venda direta é uma opção e a distribuição vai continuar e muito forte.

Contudo, salientamos que a venda direta vai baratear o preço do etanol sobretudo nos postos próximos das usinas.

Importação de etanol

 

E a importação de etanol, que entra principalmente pelo Nordeste? O Governo permitiu a entrada de 750 milhões de litros por ano isentos de tarifas.

Alexandre Andrade Lima – O Governo tomou uma decisão errada quando aumentou a isenção da taxação. Deveria ter taxado todo o etanol e não ampliado a faixa de isenção, contrariando a posição unanime da Câmara Setorial da Cana, Açúcar e Etanol do Ministério da Agricultura.

Apesar disso, graças a importante atuação da ministra Teresa Cristina, do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e de outros importantes políticos em defesa do setor sucroenergético nacional, foi possível amenizar alguns dos prejuízos da medida.

Um acordo garantiu com que a entrada do etanol estrangeiro isento da taxa fosse menor nos períodos da safra de cana no Brasil, especificamente na região Nordeste.

Também garantiu que a importação do etanol fosse feita também pelas usinas locais e não somente as distribuidoras.

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