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Mix deverá continuar açucareiro na safra de cana-de-açúcar 2021/22

A opinião é dos executivos da Cevasa, Clealco, Coruripe e Vale do Verdão

A safra canavieira atual vem se mostrando bem mais auspiciosa diante do que indicava as previsões no início da temporada, quando a pandemia da Covid-19 impactou o mundo.

Apesar de terem colocado o pé no freio, muitas usinas continuaram seus projetos de expansão e conseguiram amenizar, e muitas lucrar, com os bons preços do açúcar, o que ajudou a equilibrar o caixa diante da queda na demanda das vendas de etanol.

Isso foi mostrado no Webinar JornalCana – 2º CEO Meeting, promovido pelo JornalCana, na útlima quarta-feira (9), quando lideranças do setor detalharam seus planos para a safra de cana-de-açúcar 2021/22.

Alberto Pedrosa, CEO da Clealco, falou sobre o plano estratégico para levar a empresa para um novo patamar de moagem e faturamento e geração de caixa expressivo. Assim como, para encontrar uma solução societária para o grupo, visando novos investimentos e progresso.

Alberto Pedrosa, CEO da Clealco

Ao citar o próximo ano, o executivo fez alguns questionamentos. “A dúvida é saber onde estaremos em relação à pandemia e aos mercados internacionais. Será que haverá uma retomada econômica? O aumento de produção de açúcar nesta safra e preços do etanol, não irão influenciar o preço internacional do açúcar?”, questiona ele.

O CEO da Clealdo apontou ainda outros pontos de incertezas como a mudança de déficit para superávit do adoçante e a volta da demanda econômica sustentada no etanol, o que pode ser a diferença entre preços interessantes ou não. Além da volta das atividades, que irá influenciar no preço da energia no mercado livre, que é um ponto importante de equilíbrio para quem tem cogeração.

“Dentro desse cenário incerto, se os preços continuarem como nesta temporada, a safra 21 22 será muito boa. E para isso, a Clealco já vem se preparando e investindo na manutenção, na renovação dos canaviais, em cerca de 20% ao ano, e trazendo novas competências para a equipe, para ajudar na busca por maior produtividade e longevidade do canavial”, disse.

A empresa investe também para aumentar a sua capacidade operacional, que deve chegar próximo a 80% de ocupação neste ano e a 90% em 2021. E aumentar a capacidade de moagem, atualmente de 7 milhões de toneladas, nos próximos três anos.

Luiz Paulo Sant’Anna. da Cevasa

Sem dívidas e com uma condição operacional favorável, a Cevasa se prepara para mais uma boa safra, disse o diretor geral da empresa, Luiz Paulo Sant’Anna. Ele comentou que o câmbio ajudou muito neste ano, principalmente na exportação do açúcar, mas vai deixar um déficit para o etanol e a condição do biocombustível na entressafra deverá ser acirrada.

A companhia passou por um realinhamento dos negócios, que envolveu até mudança nos contratos com os fornecedores de cana, tudo visando uma maior produtividade da usina. Assim, vem conquistando excelentes números na produção industrial e agrícola, nesta safra.

Para Sant’Anna, a safra deverá ter o mesmo tamanho da atual, talvez com menos cana devido à estiagem. Mas apontou uma dúvida, quando ao início da temporada, que poderá ultrapassar a primeira quinzena de abril. “O canavial está estagnado. A fisiologia da cana não decolou e não vai ter tempo hábil para a recuperação do canavial”, analisou.

Lorencantto prevê novos recordes na Coruripe

De acordo com Mário Lorencatto, CEO da Coruripe, a safra atual vem sendo a melhor da história da companhia, em termos de produtividade, com diversos recordes conquistados, com a ampliação da moagem em quase 3%, alcançando cerca de 15 milhões de toneladas.

Além de aumentar a produção de açúcar em quase 4% e elevar em mais de 5% a geração de energia elétrica, a Coruripe direcionou 70% de sua matéria-prima para a produção do adoçante e fixou toda a sua produção. Para o executivo, a safra deverá continuar açucareira.

Lorencatto comentou também que espera fechar a safra 2020/21 com aumento próximo a 7% de faturamento refletindo a implementação de vários investimentos e ações para melhoria da produtividade e redução de custos.

Sergino Ribeiro de Mendonça Neto, diretor presidente do Grupo Vale Verdão, ressaltou que o grupo investiu em modernização de suas unidades, avançando no projeto de cogeração. Para isso, agora conta também com a nova usina adquirida, a São Luiz, da Abengoa, que tem um parque de cogeração moderno.

A Vale Verdão possui uma estrutura bastante verticalizada, com capital próprio e pouco manejo de cana de fornecedores. O grupo possui 81.850 hectares de lavouras de cana-de-açúcar; 95.000 ha de lavouras cultivadas com grãos a cada ano (7,2 mil ha irrigados em 72 pivôs) e 61.000 cabeças de gado em cria, recria e engorda (pasto + confinamento).

Embora não tenham prefixado o açúcar, a boa nova veio do mercado spot, sendo que todo o açúcar que será produzido por suas usinas já está vendido. O etanol também segue nesta linha, com comercializações feitas a bons preços.

Apresentado pelo jornalista e diretor da ProCana Brasil, Josias Messias, a Quarta-feira Estratégica do JornalCana já está disponível no canal JornalCana do YouTube.

O evento contou com patrocínio da HB Saúde – Humanização e Tecnologia em Saúde; da Pró-Usinas – Empresa do Grupo ProCana focada em tecnologia e inovação de resultados para as usinas; da S-PAA Soteica – Software de RTO que maximiza a cogeração e a eficiência industrial, instalado em mais de 40 usinas e gerando ganhos superiores a R$ 1/TC.

Esta matéria faz parte da edição 319 do JornalCana.

Clique AQUI para conferir!

 

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