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Mistura de 18% de etanol ainda precisa de decreto

A medida provisória editada na quinta-feira pelo governo alterando a banda de variação da mistura de anidro na gasolina de 25-20% para 25-18% foi uma forma de pressionar os produtores a colocarem mais etanol no mercado. Mas para que a mudança seja realmente efetivada e a mistura passe para 18% ainda é necessário um decreto interministerial.

A mudança da banda de variação será discutida no Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (Cima). O órgão interministerial é composto pelos Ministérios da Fazenda, Agricultura, Minas e Energia e Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Na prática, o governo demonstra disposição para promover a mudança. Se o Planalto entendesse que a alteração na banda de variação não seria um instrumento eficaz para pressionar os produtores de etanol, não precisaria incluir a proposta na medida provisória divulgada no início da noite de quinta-feira. Nesse caso, bastaria o decreto, sem a necessidade de uma medida provisória alterando a legislação vigente.

Há exatamente um ano, o governo promovia um movimento contrário, ao aumentar a mistura de etanol na gasolina de 20% para 25%. Na época, os especialistas afirmavam que o risco de desabastecimento era nulo e que havia plenas condições para que a mistura de anidro na gasolina retornasse aos patamares anteriores.

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