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Minas Gerais assina acordo para desenvolvimento verde com Reino Unido

Iniciativa visa estabelecer ações para a transição energética

Minas Gerais é o primeiro Estado do Brasil a assinar acordo com o Reino Unido em torno de uma agenda de desenvolvimento verde rumo à 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), marcada para 2021 em Glasgow.

O compromisso foi selado no começo de dezembro, em Belo Horizonte (MG), com a assinatura do Memorando de Entendimento entre o governo mineiro e o Reino Unido.

Na presença do governador Romeu Zema e da embaixadora interina do Reino Unido no Brasil, Liz Davidson, foi formalizada a intenção de promover o desenvolvimento econômico sustentável e o compromisso para engajamento com a campanha global “Race to Zero”, que objetiva a neutralização de emissões e a descarbonização devido às mudanças climáticas mundiais.

“Para mim é uma honra saber que Minas está na vanguarda assinando esse compromisso e que pode dar exemplo para outros estados. Sabemos que a redução de emissões não tem sido algo prioritário no Brasil, mas quero lembrar que aqui trataremos essa pauta com o maior respeito e empenho. Muita coisa no setor público não depende só de recursos. Precisamos ser criativos e buscar soluções que nunca foram buscadas”, afirmou o governador.

Para a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Melo, a assinatura do acordo é extremamente significativa e demonstra que o Governo do Estado é pioneiro no protagonismo do desenvolvimento sustentável no Brasil.

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“A partir dessa parceria temos proposta de buscar investimentos em empreendimentos que tenham como base a sustentabilidade do negócio, a diversificação tecnológica para a redução da emissão de gases de efeito estufa, além de novas bases energéticas”, ponderou.

Na avaliação da embaixadora Liz Davidson, Minas tem muito a ganhar com esse debate, inclusive com a geração de mais receitas e empregos. “Governos estaduais têm papel chave nisso e estão sendo convidados a participar da ‘corrida ao zero’ assumindo também esse compromisso. O Reino Unido quer reduzir em 68% a emissão até 2030. O Brasil tem enormes vantagens comparativas para se posicionar como uma economia verde. As medidas de baixo carbono resultariam em um aumento acumulado de R$ 2,8 trilhões em 2030, e 2 milhões de empregos a mais em 2030, principalmente no setor de indústria e serviços”, destacou.

“Mudar a direção da nossa sociedade para o caminho mais sustentável é uma decisão inteligente e estratégica do ponto de vista da economia. Acredito que Minas tem oportunidade de ser protagonista não somente nacionalmente, mas internacionalmente”, completou a embaixadora.

O memorando formaliza a intenção de cooperação em mais áreas para promoção do desenvolvimento sustentável, uma vez que envolve também as secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), de Meio Ambiente (Semad) e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), além da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e do Instituto Estadual de Florestas (IEF).

Com o desdobramento do acordo, serão estabelecidas ações voltadas ao enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas, bem como à transição energética e, a partir disso, elevar Minas Gerais a um Estado referência na temática no Brasil e apresentá-lo como tal na COP26. Já está em andamento, por exemplo, o planejamento de workshops referentes à temática “Transição Energética”.

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O impulsionamento da economia verde e a possibilidade de novos investimentos pautados na sustentabilidade para Minas Gerais também poderão ser resultados do memorando assinado, na avaliação do presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), Renato Brandão.

“O desenvolvimento verde passa pela discussão das mudanças climáticas, que serão escopo da COP26, em Glesgow. Há um foco do Reino Unido em trazer resultados para poder auxiliar os Estados a trabalharem as mudanças climáticas com foco nas transições energéticas e em transições ecológicas e sociais para toda a população mineira”, analisa.

Também é objetivo do memorando promover oportunidades e fomentos de investimentos voltados à economia verde e visando a energia limpa, tecnologias de baixo carbono, agricultura sustentável e restauração ecológica. Assim, cria-se um espaço para atuação conjunta entre a Sede, a Agência de Promoção de Investimentos e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi) e o governo britânico para atração de novos investimentos para o estado.

Vale destacar a atuação de empresas como BP Bunge Bioenergia, que participou do evento, tendo como representante Daniel Lobo, superintendente industrial do cluster Centro. Na oportunidade, Lobo reforçou as contribuições do setor sucroenergético e a atuação da companhia para a agenda ambiental do país e de Minas Gerais, ressaltando o RenovaBio e tecnologias e práticas sustentáveis do negócio.

 

 

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