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Microbiologia nos canaviais ainda tem muito a ser explorada

Segundo pesquisador da Esalq não dominamos nem 30% desta técnica

Ainda há muito que explorar no microuniverso da microbiologia do solo. Segundo o professor da Esalq, Fernando Dini Andreote, ainda sabemos muito pouco sobre este universo.

“Tudo que a gente for falar de biológico nesse sistema de agricultura não passa de 10 anos. Isso leva a uma conclusão importante:  a gente não sabe tudo da parte de microbiológicos, a gente não sabe nem da metade, talvez só 30%. Então estamos todos lidando com uma coisa nova, que às vezes parece difícil, mas nem sempre é difícil”, disse em sua palestra no CANABIO23.

O professor discorreu sobre o potencial da microbiologia nos canaviais. “A microbiologia é parte fundamental na qualidade do solo, tornando este ambiente o mais confortável possível para que a cana-de-açúcar expresse seu potencial de produtividade”, afirmou o especialista.

Segundo ele, a essência da mágica consiste em colocar a genética da planta no melhor ambiente possível. Esse ambiente se divide em atmosfera e solo.

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Para um bom desenvolvimento o solo saudável tem que contar com qualidade química, biológica e física, a fim de promover o conforto necessário para o máximo desenvolvimento das plantas cultivadas!

Segundo Andreote, por muito tempo não se tinha como medir e considerar esse componente biológico, mas hoje, isso já é possível, então agregar essa parte biológica ao sistema é uma questão racional.

De acordo com o professor, a base do manejo biológico em solos agrícolas consiste na promoção da entrada de organismos benéficos, através da intensificação de processos naturais de dispersão e colonização microbiana e uso de inoculantes, biodefensivos e fontes de biodiversidade.

Para assegurar as condições ambientais propícias à alta biodiversidade é preciso que haja o incremento de quantidade e qualidade de materiais orgânicos, assim como a promoção de sanidade ambiental (baixa salinidade, baixa toxicidade).

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Andreote também destacou que o mercado de produtos biológicos na agricultura vem numa crescente. De 3% para 36% das áreas cultivadas entre 2016 e 2022. “Trata-se de uma grande evolução em número de produtos e classes de funções. Lembrando que a cana-de-açúcar é uma das culturas que mais usam insumos biológicos”, informou o professor.

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