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Mercados: Petróleo em queda sustentou dólar abaixo de R$ 3,14

O petróleo roubou a cena nos negócios de ontem. Em uma sessão de firme queda das cotações internacionais da commodity, os preços domésticos mantiveram a trajetória positiva observada no dia anterior e os preços fecharam com boa melhora. No câmbio, o dólar encerrou abaixo de R$ 3,14 e a bolsa paulista ganhou 1%.

Logo na abertura do pregão, a tranqüilidade do dia anterior prevaleceu com o recuo das cotações do petróleo. Pela expectativa de crescimento dos estoques de gasolina nos Estados Unidos, os preços caíram desde manhã na Europa e o pregão de Nova York seguiu o mesmo rumo. O rumo da commodity agradou investidores.

O bom humor foi ainda consolidado com os primeiros resultados práticos da viagem oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China. Entre os itens mais destacados estão os acordos fechados pela Companhia Vale do Rio Doce que devem trazer até US$ 5 bilhões em investimentos no país em diversas áreas, como carvão, coque, bauxita e alumínio. Além disso, empresas chinesas têm demonstrado interesse especial em aplicar recursos para a melhoria da infra-estrutura brasileira, como em portos e ferrovias.

A expectativa de que a China pode engrossar a lista de investimentos diretos no Brasil e o desempenho do petróleo fizeram com que grandes bancos desmontassem parte das posições na moeda norte-americana, que haviam sido estruturadas há algumas semanas. De acordo com alguns operadores, diminuiu a expectativa de que o dólar teria “forças” para permanecer acima do patamar de R$ 3,20 por muito tempo.

Para arrematar o dia positivo no câmbio, continuou a expectativa de que empresas e bancos brasileiros podem concluir captações externas no curto prazo. Entre as principais operações, Banco do Brasil, Companhia Siderúrgica Nacional e Gerdau poderiam trazer até US$ 500 milhões ao país, dizem alguns operadores.

No segmento acionário, o fraco volume financeiro foi a marca principal da Bovespa. Segundo alguns agentes, foi notada, principalmente, a ausência de investidores estrangeiros no pregão. “Como as ações da Natura entram no pregão apenas amanhã, alguns investidores represaram o giro financeiro”, avaliou um analista de São Paulo.

Na operação de lançamento de suas ações, a Natura conseguiu obter cerca de R$ 678,274 milhões com a venda de 18.582.856 ações ordinárias por preço unitário de R$ 36,50. O montante em mãos do mercado equivale a aproximadamente 21,75% do capital social da empresa. Tais ações poderão ser negociadas em pregão a partir de amanhã.

Outro destaque ficou com os papéis da AmBev, que lideraram no campo positivo. A subida de preços foi sustentada pela notícia de que a empresa vai adquirir até R$ 500 milhões em ações de sua própria emissão em um novo programa de recompra anunciado hoje. Conforme o cronograma, a cervejaria poderá recomprar, em um intervalo de 365 dias, aproximadamente 1,8 bilhão de ações preferenciais, equivalentes a 8,94% dos papéis preferenciais em circulação. No final do dia, AmBev PN registrava alta de 5,15%, para R$ 551,00.

Dólar caiu mais de 1% e Bovespa ganhou 1%

No final do dia, a divisa norte-americana registrava queda de 1,28%, a R$ 3,1370 na compra e a R$ 3,1390 na venda. Já o índice da Bolsa de Valores de São Paulo encerrou aos 18.859 pontos, em alta de 1,01%, com giro financeiro de R$ 828,356 milhões

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