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Raízen avança sobre o E2G e inicia mais duas novas plantas

As novas unidades demandam investimentos de R$ 1,2 bilhões cada uma

Planta etanol 2EG da unidade Bonfim em construção
Planta etanol 2EG da unidade Bonfim em construção

A Raízen segue avançando na produção do E2G, com o anúncio da construção de mais duas plantas destinadas à fabricação do biocombustível.

“Estamos a caminho de um novo ano-safra, onde o Etanol de Segunda Geração (E2G) seguirá como um dos protagonistas da transição energética, atendendo as demandas dos mercados do Brasil e do mundo a longo prazo.

A ideia é acelerar cada vez mais, e hoje (21), nós anunciamos o início da construção de duas novas plantas do nosso etanol celulósico, ampliando para cinco obras em andamento”, afirmou o CEO da empresa, Ricardo Mussa.

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Ricardo Mussa

As duas novas unidades, com obras previstas para serem iniciadas em abril, serão construídas em Morro Agudo – SP anexa à Usina Vale do Rosário, e outra à Usina Gasa, em Andradina – SP. Para cada uma das unidades estão previstos investimentos da ordem de R$ 1,2 bilhões.

Com isso, a Raízen passará a ter cinco obras de unidades de E2G em andamento. Uma delas, a Usina Bonfim, em Guariba – SP, deve ficar pronta no segundo semestre. Como ainda há o trabalho de comissionamento, a operação comercial nesta temporada ainda deve ficar longe de seu potencial, de 82 milhões de litros de etanol ao ano – capacidade padrão das plantas de etanol celulósico da Raízen.

“O E2G da Raízen já atende as demandas globais, e a solução também visa estar em outros mercados desafiadores na redução de emissões, como o de aviação e o transporte marítimo”, disse Francis Queen, vice-presidente de Etanol, Açúcar e Bioenergia da Raízen.

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Francis Queen

Além do uso do renovável em veículos leves e na indústria em geral, já há previsão para que o etanol celulósico da Raízen atenda as indústrias produtoras de bioquerosene de aviação, que pode ser feito com etanol.

A Raízen é hoje a única fornecedora de etanol celulósico do mundo com capacidade para atender a nascente indústria de SAF, mas já há outros investidores caminhando nessa estrada, como a também brasileira GranBio. Do lado da indústria de SAF, já há empresas apostando na rota do E2G, como a LanzaJet e a Honeywell Sustainable Technology Solutions.

Segundo Queen, a Raízen pretende daqui para a frente manter o ritmo de iniciar a construção de duas novas plantas de E2G a cada safra.

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