Ao longo dos últimos anos, o setor alcooleiro tem sido alvo de diversas alterações com relação à tributação pelo PIS e pela Cofins. O mais recente capítulo acerca desse assunto trouxe também as maiores mudanças até o momento, mudanças essas, feitas pela Medida Provisória 413/08. A medida, que previa a tributação do álcool de forma monofásica, foi convertida na Lei 11.727/08, que não dava a possibilidade de crédito pelo produtor. Finalmente, veio a alteração trazida pela Lei 11.787/08, com previsão para a tomada de créditos com regulamentação através do Decreto 6.573/08.De acordo com a nova sistemática, a partir de 1º de outubro, o álcool passa a ser tributado pelo regime não cumulativo, sendo aplicados os percentuais de PIS e de Cofins em 1,5% e 6,9%, nos casos de produtores e importadores, e 3,75% e 17,25%, nos casos de distribuidores, permitindo-se a apuração de créditos. Também foi possível optar alternativamente por um Regime Especial de apuração e pagamento das contribuições sobre as receitas auferidas com a venda do álcool.A adesão ao Regime Especial poderá ser efetuada através do sítio da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br) e a opção deverá ser exercida, excepcionalmente, até o dia 31 de outubro, produzindo efeitos a partir de 1º de outubro de 2008. Aqueles que se manifestarem no mês de novembro, terão os efeitos do regime especial a partir de 1º de janeiro de 2009. As opções de dezembro de 2008 a novembro de 2009 terão sua opção ao regime especial válida a partir de 1º de janeiro de 2010.Quanto à aquisição de álcool anidro para adição à gasolina, poderão ser descontados créditos de R$ 3,21 para o PIS e R$ 14,79 para a Cofins, apurados por metro cúbico, quando adquiridos de produtor e importador, e R$ 16,07 e 73,93 nas aquisições de distribuidor.Ressalte-se que a sobredita legislação permite o desconto de créditos sobre os estoques de álcool dos produtores e importadores em 30 de setembro de 2008, nos valores de R$ 7,14 de PIS e R$ 32,86 de Cofins, por metro cúbico. Os distribuidores terão créditos sobre as vendas do estoque de álcool, com base no regime legal anterior à publicação da Medida Provisória 413, independente da data que a venda se realizar.Outra inovação diz respeito à implantação de equipamentos de controle de produção. Ainda não foram reguladas pela Receita Federal as condições, termos e prazos de sua instalação. Mas já há multas de até 50% da receita auferida quando o equipamento não estiver em funcionamento e a Receita Federal não tiver sido comunicada.As medidas estabelecem ainda a suspensão da incidência das contribuições do PIS e Cofins nas vendas de cana-de-açúcar destinada à produção de álcool, e disciplinam a industrialização de álcool por encomenda.Em razão das alterações citadas, a comercialização do álcool fica sujeita apenas a uma sistemática de apuração do PIS e da Cofins, não se fazendo mais necessária a segregação em relação ao álcool para fins carburantes e para outros fins.Há de se notar que houve uma descomplicação no que diz respeito à apuração das contribuições. No entanto, o fato de o contribuinte ter que optar pela tributação do álcool por alíquotas diferenciadas ou pelo Regime Especial com base em alíquotas específicas por unidade de medida trouxe outro complicador ao contribuinte: determinar qual opção é menos onerosa.
Usinas
Mudanças na tributação do álcool ainda geram dúvidas
Mais Notícias
Mais artigos
Usinas
Usina da Mata anuncia objetivo audacioso de moagem
Usina da Mata divulga 'objetivo audacioso' em processamento de cana-de-açúcar
Usinas
Usinas Batatais e Cevasa encerram a safra; saiba os resultados
Em 2025 a Usina Batatais completou 40 anos de história, enquanto a Usina Cevasa chegou a 26 anos
Indústria
EUA mantêm sobretaxa sobre o açúcar
"Nos sentimos alijados", afirma Renato Cunha, do Sindaçúcar-PE, sobre a sobretaxa sobre o açúcar que foi mantida pelos EUA
Irrigação
Usina pede licença para pivôs de irrigação
Pedido da usina para irrigação está em publicação oficial
Mercado
Sai previsão da ISO sobre mercado mundial de açúcar e de etanol; saiba aqui
Revisões da ISO elevam produção em polos exportadores e mantêm preços sob pressão; etanol cresce, mas avança de forma desigual entre países
Hidrogênio de baixa emissão
Cocal entra em projeto para produzir hidrogênio verde a partir da cana
Projeto com a Cocal prevê o uso da energia cogerada a partir da queima do bagaço da cana para produzir hidrogênio verde