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Superávit fica 40% menor na segunda semana de outubro

Para Furlan, o embargo à carne brasileira não teve influência na queda do superávit. A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 647 milhões na segunda semana de outubro, com recuo de 40% sobre o saldo obtido na primeira semana do mês, de US$ 1,075 bilhão, informou ontem o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. As exportações somaram US$ 2,119 bilhões no período e as importações, US$ 1,472 bilhão.

Pela média diária, as exportações chegaram a US$ 529,8 milhões na semana passada, com recuo de 6,3% em relação à média a semana anterior. Por outro lado, a média das importações cresceu 5,1% na mesma base de comparação, reduzindo o saldo comercial no período para US$ 647 milhões.

Para o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, a desaceleração no superávit não está ligada ao problema de febre aftosa detectado em Mato Grosso do Sul, que resultou no bloqueio à carne brasileira por parte de 30 países. Furlan atribuiu a queda do saldo ao fato de que a semana analisada ter um dia útil a menos, devido ao feriado de 12 de outubro.

No entanto, houve recuo nas vendas de carne, couro e peles na segunda semana do mês. Os técnicos do Ministério do Desenvolvimento esclareceram, porém, que, apesar da queda na média diária das exportações deste produto na segunda semana de outubro em relação à primeira (de US$ 46 milhões para US$ 35 milhões), não se pode afirmar que este decréscimo seja conseqüência da aftosa. Segundo o ministério, “este valor está dentro da média registrada no ano”.

Ainda de acordo com o ministério, na semana passada, houve queda de 30,4% nas vendas de semimanufaturados, para US$ 57 milhões, por conta, principalmente, de couros e peles, celulose, açúcar em bruto e madeira. Entre os produtos básicos houve retração de 18,7%, para US$ 152,5 milhões, devido ao menor desempenho de minério de ferro, carne de frango, bovina e suína, petróleo em bruto, farelo de soja e algodão em bruto.

Nos manufaturados, porém, houve crescimento de 10,3%, para US$ 309,8 milhões, puxado, principalmente, pelas vendas de gasolina, laminados planos, autopeças e motores. No lado das importações, o aumento foi motivado pelos gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos elétricos e eletrônicos, equipamentos mecânicos, adubos e fertilizantes.

No mês, os números se mantêm positivos. Até a segunda semana, as exportações somam US$ 4,945 bilhões e as importações, US$ 3,223 bilhões, com saldo de US$ 1,722 bilhão. No acumulado de janeiro até agora, o saldo chega a US$ 34,393 bilhões. No mesmo período, as exportações acumulam US$ 91,665 bilhões, 25% acima do valor de igual período de 2004. As importações somaram US$ 57,272 bilhões, com alta de 22% sobre igual período de 2004.

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