Mercado

SP quer mais álcool na gasolina

O governo de São Paulo vai pedir o aumento da mistura de álcool anidro na gasolina, dos atuais 25% para até 30%. A ideia é enxugar o excesso de oferta de etanol, que derrubou as cotações do produto para os piores níveis desde junho de 2004.

Em dois meses, o litro do álcool hidratado acumula queda de 31,1% nas usinas de São Paulo. O anidro caiu 21,3%.

“Seria uma demonstração de apoio efetivo ao setor”, diz o secretário de agricultura de São Paulo, João Sampaio. Ele diz que a área técnica do governo finaliza a fundamentação da proposta, que deve ser enviada ao Planalto já na semana que vem.

O porcentual de álcool anidro na gasolina é regido pela Lei 10.696, de julho de 2003, que indica uma faixa entre 20% e 25%. O secretário paulista acredita que a mudança pode ser feita por uma Medida Provisória. “Não creio que haveria resistência, é uma medida emergencial”, comenta.

A ideia vem ganhando força nas últimas semanas e chegou a ser apresentada à subchefe de articulação e monitoramento da Casa Civil, Teresa Campelo. Os produtores se prepararam para o crescimento do mercado interno e das exportações, mas as expectativas iniciais não foram correspondidas – principalmente das exportações, que “não deslancharam”.

A alteração não é inédita. Em fevereiro de 2006, diante de uma crise de desabastecimento de etanol, a mistura caiu de 25% para 20%. Em novembro do mesmo ano foi para 23% e em julho de 2007 voltou aos 25%, diante de um quadro de excesso de oferta. Agora, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) fala em aumento para 27,5% a 30%. A proposta, porém, deve enfrentar resistência das distribuidoras de combustíveis e da Petrobras. As primeiras argumentam que a ampliação pode facilitar as fraudes. E as vendas internas da estatal podem ser afetadas. Petrobrás

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