A produção mundial de açúcar deve continuar a pressionar as cotações da commodity na safra 2006/07, avalia a Organização Internacional do Açúcar (ISO, na sigla em inglês), no relatório mensal de mercado divulgado na última terça-feira. Em setembro, os preços do açúcar caíram para novas mínimas, pressionados pela expectativa de superávit de produção na safra 2006/07, que começou este mês. A safra é boa em todo o mundo. No Centro-Sul do Brasil, a estiagem não afetou a produtividade dos canaviais da região. A ISO cita a previsão da consultoria JOBEconomia e Planejamento, que reduziu a previsão de produção de cana em apenas 2%, e acrescenta que o Nordeste brasileiro espera uma boa oferta por conta do regime de chuvas. A entidade projeta safra de 23 milhões a 25 milhões de toneladas de açúcar na Índia e de 3,3 milhões a 3,5 milhões de toneladas no Paquistão. A China deve ter produção recorde de 11 milhões de toneladas em 2006/07. Na Europa, o clima deve beneficiar as lavouras de beterraba. Os últimos testes de produtividade feitos na Alemanha e na França mostraram teor de açúcar maior que a média dos cinco anos anteriores. AISO ressalta que a produção européia não terá efeitos no mercado internacional. “A maior parte ficará dentro do bloco por causa da restrição às exportações impostas pela OMC”, diz o relatório. Os embarques estão limitados a cerca de 1,4 milhão de toneladas. Quanto à demanda, a queda de preços não deverá aumentar o consumo mundial, de pouca elasticidade, especialmente nos países desenvolvidos.
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