Mercado

Questão do etanol brasileiro sem solução no curto prazo

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que sua administração continuará a trabalhar com o Brasil sobre a restrição para a importação de etanol brasileiro. No entanto, ele não vê uma solução para a questão no curto prazo, informou ontem o influente jornal econômico britânico Financial Times (FT).

Um dos temas mais delicados na relação comercial entre os dois países é a tarifa de 0,54 cents (cerca de R$ 1,24) por galão (3,8 litros) com a qual os EUA taxam o etanol exportado pelo Brasil para proteger os produtores norte-americanos. O governo brasileiro, cujo etanol de cana-de-açúcar é mais barato que o produzido a partir de milho nas destilarias dos EUA, já pediu várias vezes à Casa Branca que essa barreira alfandegária seja eliminada.

De acordo com o FT, Obama afirmou que isso “não vai mudar da noite para o dia”. Ele também alertou que existiam poucas chances de uma rápida solução para a Rodada Doha, de liberalização do comércio global. No encontro com Obama no sábado, o presidente Lula voltou a defender a redução dos subsídios impostos pelos países desenvolvidos e a retomada da Rodada.

Tendo como parâmetros as reuniões com os primeiros-ministros Taso Aro, do Japão, e Gordon Brown, do Reino Unido, os dois únicos líderes que antecederam Lula em recepções na Casa Branca desde a posse de Obama, houve química entre os dois no encontro de sábado. A reunião, que deveria durar uma hora, acabou levando duas.

Lula também pretende discutir a crise econômica com outros líderes durante a reunião do G-20, marcada para abril. O assessor de assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, afirmou ontem em Nova Iorque, onde Lula participa de um seminário econômico hoje, que a agenda do grupo de trabalho Brasil-Estados Unidos no G-20 “já está desenhada”.

Banner Evento Mobile