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Primeira usina de açúcar orgânico com selo Fairtrade é inaugurada no Paraguai

Monika Berresheim
Monika Berresheim

Wellington Bernardes, Da Redação

Líder em  açúcar orgânico com selo Fair Trade na América Latina, o Paraguai avança em sua meta de obter uma produção açucareira sustentável e socialmente justa.  O país é o primeiro no mundo a possuir uma usina que produza somente açúcar orgânico com certificado Fairtrade.

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A unidade inaugurada na semana passada, dia 23, está localizada em Arroyos y Esteros, distrito de Cordillera, no Sudeste do país. Nesta região, a cooperativa Manduvira virou referência mundial na produção de cana-de-açúcar orgânica com certificação social, a produção dos 1750 cooperados já possui demanda em mais de 19 países do mundo.

Com a participação de aproximadamente duas mil pessoas, a maioria envolvida na produção da cana certificada, a região que possui 20 mil habitantes, reuniu líderes políticos e agentes que promovem a comercialização de açúcar no mundo.  O ministro do Comércio e da Industria do Paraguai esteve no local e demonstrou entusiasmo com o desenvolvimento regional de Maduvira. “Isso é o que queremos ver, produtores pensando grande”, afirmou. Monika Berresheim-Kleinke gerente global de produto para açúcar da Fairtrade Internacional, participou da solenidade e parabenizou os paraguaios pelo grande avanço realizado. “Congratulações à cooperativa! Que agora possui grande controle em toda a cadeia de valor do produto, assegurando que mais os benefícios permaneçam na comunidade” , disse em seu discurso.

 A usina terá aproximadamente 200 funcionários, que incluem nesta equipe filhos dos agricultores fornecedores da cana com selo Fairtrade, uma vitória para a população, que via as gerações mais novas migrarem para regiões com maior desenvolvimento urbano, devido a falta oportunidades, estes encontravam trabalho e melhores condições de ensino na capital, Assunção, e não retornavam mais.  “A cooperativa criou novos trabalhos para a região. Agora a usina proporcionará novas oportunidades para mebros e não mebros, emglobando toda a comunidade”, explicou Teresa Alejandra Pereira,  secretária executiva da cooperativa e filha de agricultor com 3 hectares de cana.

A cooperativa mandava a produção para uma usina a 100 quilômetros de distância, o que encarecia o produto final. Com a unidade próximas às fazendas, será possível reduzir custos, aumentar o controle do processo e as vendas. A expectativa dos cooperados é que a qualidade do açúcar produzido melhore, pois o tempo de espera para o processamento da cana cortada será reduzido.

A cogeração está inclusa nas atividades da usina, que será autossuficiente. A cooperativa aguarda autorização para fornecer energia para as regiões próximas.

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