Mercado

Plano estratégico definirá novos rumos do setor sucroalcooleiro

As indústrias de açúcar e álcool do país precisam fazer um planejamento estratégico para sustentar no médio e longo prazo o crescimento da cultura da cana-de-açúcar no país. Na área agrícola, é preciso a elaboração de um plano que contemple o zoneamento rural de cana das áreas tradicionais e de expansão, observando os aspectos ambientais, irregularidades climáticas e concentração da produção.

Na opinião de Anísio Tormena, presidente da Alcopar (Associação dos Produtores de Açúcar e Álcool do Paraná), “deveria haver uma maior integração entre a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e outros órgãos para acelerar os estudos já iniciados, contemplando a aptidão agronômica e o enfoque sócio-ambiental”.

Para Tormena, os centros de pesquisas atuais também deveriam reunir esforços para otimizar os resultados e reduzir os custos. O planejamento estratégico também inclui o contínuo investimento no parque industrial instalado e a busca pela eficiência e redução dos custos.

Tormena acredita que o governo terá de ter um papel de destaque nas diversas ações promovidas pelo setor, uma vez que é importante manter um canal aberto de negociações no mercado internacional. O presidente da Alcopar defende que o governo exerça um papel de regulador do mercado, opinião contrária de muitos analistas nacionais e internacionais. Tormena é a favor de que o governo crie um estoque regulador estratégico, sobretudo para o álcool.

Segundo ele, o governo federal estimulou de forma indireta a produção de açúcar quando criou o Proálcool na metade da década de 70. Ele lembrou que das 27 usinas sucroalcooleiras do Estado do Paraná, 9 destilarias passaram a produzir açúcar a partir de 1990, com o fim do IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool) e início do processo de desregulamentação do setor por parte do governo.

O presidente da Alcopar lembra que o mercado para álcool está em franca expansão nos mercados doméstico e internacional. “A entressafra no Brasil tende a ficar mais curta. Nos últimos dois anos o período foi reduzido para janeiro a março [ante janeiro a abril]”, lembra. Segundo ele, o consumidor não deve continuar correndo riscos de desabastecimento, por isso, um planejamento estratégico tem de ser traçado para evitar a volatilidade dos preços e a melhoria da imagem do setor sucroalcooleiro no mercado.

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