Mercado

Petróleo cai, é bom; mas Estados Unidos recuam, é mau

Duas notícias importantes no cenário econômico mundial, nessa semana. Uma boa, outra má. Mas a boa é muito boa, e a má não é assim tão má. A boa notícia é que a Opep já sentiu o impacto do fim da guerra do Iraque, agora não mais no cartel, sobre sua capacidade de controlar o mercado do petróleo.

Isso é ótimo. Os preços continuam recuando e logo deverão estar no nível médio de US$ 25 ou menos.

A má notícia é que a economia americana, 33% do PIB mundial, continua rateando. No primeiro trimestre cresceu apenas 1,6% – 1,4% no último do ano passado… -, os investimentos privados estagnaram e o desemprego aumenta.

Mas, como isso já estava sendo esperado, o impacto foi menor. A economia americana, que absorve, hoje, em importações de bens e serviços, o equivalente a US$ 1,4 trilhão em um mercado global de US$ 7,2 trilhões, só deverá crescer após o início do segundo semestre do ano.

É o que todos, até o Fed, estão prevendo. E a oportuna queda do preço do petróleo poderá ajudar. Abre espaço para que o Fed dê um “sopro inflacionário” na economia.

O objetivo é reanimar a demanda interna, que responde por entre 70% a 80% do PIB americano, que, por sua vez, representa 33% do PIB mundial.

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