O diretor-gerente da Unidade de Gás Natural da Petrobrás, Luiz Rodolfo Landim Machado, questionou a manutenção de uma política de regulação dos preços do gás natural, que contribuiria para a perda de competitividade do produto em relação a combustíveis, como o óleo, que tem preços liberados. Landim defendeu também a manutenção de uma atuação verticalizada da estatal no setor de gás natural, que, na visão dele, beneficia a formação de uma indústria do gás brasileiro no País. Segundo Landim, já existe um consenso entre órgãos reguladores. “O que eu coloco em discussão é se essa política de preços regulados é salutar para o desenvolvimento da indústria do gás natural”, disse o diretor-gerente, em um seminário sobre o desenvolvimento do setor de gás natural no Brasil, realizado no 17º Congresso Mundial de Petróleo (WPC 2002). Participantes do evento lembraram que o gás natural está sofrendo uma concorrência indireta do coque, que está sendo importado por alguns segmentos industriais. O coque está ganhando a competição com o óleo combustível nessas indústrias, ampliando o excedente de óleo no mercado, o que afeta a competitividade do gás.Landim disse também que a atuação verticalizada da Petrobrás é necessária, “nessa fase infante do mercado nacional.” Segundo ele, os órgãos reguladores de várias partes do mundo têm chegado à conclusão de que a desverticalização das atividades em mercados em formação pode comprometer o funcionamento destes mercados. “A verticalização ajuda a diluir os riscos nessas atividades”, disse Landim. A verticalização é considerada, por outros agentes do setor, como fator de ampliação do poder econômico da Petrobrás, um impeditivo para a entrada de novos atores no mercado nacional. (O Estado de SP)
Mercado
Petrobrás questiona controle do preço do gás
Mais Notícias
Mais artigos
Carbono
Método simplifica determinação de estoque de carbono no solo com laser e IA
Pesquisadores da Embrapa desenvolveram tecnologia que pode impulsionar o mercado de créditos de carbono ao baratear análises
Gestão Industrial
Como usina de Minas economizou 126,9 mil litros de água na safra 2025/26
Economia de 126,9 mil litros de água por usina de Minas é em relação à safra anterior
Usinas
Usinas de Alagoas ampliam a produção de etanol
Produção de etanol pelas usinas de Alagoas atingiu 314,7 milhões de litros até a primeira quinzena de janeiro
Usinas
Usinova divulga moagem da safra 2025/26
Usinova, do Grupo Nova Gália, está localizada no estado de Goiás
Mercado
Por que as exportações de açúcar e de etanol caíram em 2025
Motivos da queda nas exportações de açúcar e de etanol são analisados pelo Itaú BBA
América Latina
Guatemala é reconhecida como líder mundial no envio de açúcar ensacado
Reconhecimento da Guatemala é das maiores compradoras de açúcar do mundo, a Sucden Americas Corp.