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Petrobras Biocombustível investirá US$ 2,4 bi na produção de biodiesel e etanol até 2013

O presidente da Petrobras Biocombustível, Alan Kardec, informou hoje (04) que a empresa vai investir US$ 2,4 bilhões no segmento de produção de BIODIESEL e ETANOL para o período de 2009-2013. Uma maior parcela (91% total) será aplicado no Brasil. Os recursos totais representam um aumento de 87% em relação ao plano anterior.

Segundo Kardec, este valor faz parte do total de US$ 2,8 bilhões destinados pela Petrobras ao negócio de biocombustíveis, que prevê também US$ 400 milhões para obras de infra-estrutura, como a construção de alcooldutos. A Petrobras destinou ainda US$ 530 milhões neste período para pesquisas em biocombustíveis. Os números fazem parte do Plano de Negócios da Petrobras para o período 2009-2013.

Alan Kardec explicou que, dos US$ 2,4 bilhões, 80% serão investidos em ETANOL e 20% em BIODIESEL. “A empresa tem como uma das suas principais metas chegar a 2103 produzindo 640 milhões de litros de BIODIESEL no Brasil”.

Entre os planos da estatal para 2013, estão a duplicação da capacidade de produção da usina de Candeias (BA), hoje da ordem de 57 milhões de litros/ano; a construção de uma nova usina no norte do País, com capacidade de produção anual de 115 milhões de litros; e a adaptação para produção comercial das usinas experimentais de Guamaré, no Rio Grande do Norte.

Além da possibilidade, já em analise, da aquisição de duas novas usinas, a Petrobras Biocombustíveis também desenvolverá um trabalho para ampliar a capacidade de produção das usinas de Quixadá (CE) e Montes Claros (MG), ambas atualmente com produção anual em torno de 57 milhões de litros.

Kardec destacou, ainda, a continuidade dos estudos de desenvolvimento de um projeto em conjunto com a portuguesa Galp, para produção anual de 330 milhões de litros de óleo vegetal no Brasil e de 320 milhões de litros de BIODIESEL em Portugal.

Nos planos internacionais da subsidiária constam, ainda, a implantação de uma unidade de produção de BIODIESEL na África (115 milhões de litros por ano). “Os entendimentos com a Galp continuam e deverão ser concluídos em dois meses. É muito importante, porque pode facilitar a entrada do nosso produto no mercado Europeu”, disse Kardec.

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