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Petrobras avalia construção de alcoolduto para exportações em Goiás

RIO – A Petrobras deverá construir um alcoolduto ligando o terminal de Senador Canedo, em Goiás, à Refinaria de Paulínea, em São Paulo, com investimentos previstos em R$ 500 milhões. Os estudos para o projeto foram anunciados nesta quinta-feira. O objetivo da empresa é aperfeiçoar sua infra-estrutura de transportes de forma a dar continuidade ao seu projeto de exportação de álcool.

De acordo com o diretor da companhia, Paulo Roberto Costa, a empresa exportou 50 milhões de litros de álcool para a Venezuela no ano passado. Neste ano, quando deverá vender também par a Nigéria, a empresa irá quintuplicar este volume, atingindo 250 milhões de litros, contra exportações totais de 2,5 bilhões de litros do Brasil no ano passado.

Em 2004, a empresa também assinou um memorando de entendimentos com uma estatal japonesa, com o objetivo de exportar para o país.

– Se eles adicionarem 5% de álcool na gasolina, teremos um volume de exportações três vezes maior. Isso vai refletir em mais áreas plantadas, construção de novas usinas. geração de empregos e impostos – disse Costa.

O diretor não descartou investimentos da Petrobras em usinas para a produção de álcool.

– Quando se trata de negócios, você nunca pode dizer que não irá examinar uma possibilidade. MAs no momento estamos olhando apenas para transportes e trading – comentou.

Atualmente, o estado de Goiás é responsável por 4,5% da produção nacional de álcool. O governador do estado, Marconi Perillo, destacou que o ICMS para a produção será reduzido de 26% para 15% a partir deste mês.

– Esperamos ter um número crescente de usinas para a produção de álcool e açúcar no estado. Temos 14 usinas e outras seis em construção. Acho que no médio prazo teremos ao menos 50 usinas – estimou.

O governador também destacou que o estado tem 100 mil hectares de área plantada com cana e que esta extensão poderá chegar a 250 mil nos próximos anos.

– São 20 milhões de hectares de pastagem que podem ser aproveitados para o plantio – disse.

Segundo o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, os estudos sobre o projeto serão feitos no prazo de um ano. Ele não estimou quanto será investido pela empresa e quanto será aplicado pelo estado caso o empreendimento seja levado adiante.

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