Mercado

Pesquisa agrícola receberá R$ 81 milhões em 2009, afirma Stephanes

O governo decidiu alocar R$ 81 milhões em créditos para a pesquisa agropecuária em 2009, informou hoje o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. A recomposição do orçamento foi acertada na semana passada, em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao comentar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária em 2008, que cresceu 5,8% em 2008, o ministro citou uma série de medidas adotadas para manter, segundo ele, o “dinamismo” do setor agrícola. Na semana passada, o ministro anunciou a liberação de R$ 2,5 bilhões para estocagem de etanol.

Hoje, ele voltou a avaliar a situação do setor sucroalcooleiro e disse que as perspectivas são positivas para a comercialização de açúcar devido à quebra na produção da Índia. O ministro avaliou que o setor passar por dificuldades, mas que é importante “manter a estrutura de produção”.

Stephanes avaliou ainda que pode haver uma reação dos preços agrícolas devido à quebra nas safras da Argentina e do Uruguai. “O preço do trigo reagiu, o que dá renda aos produtores do Paraná e do Rio Grande do Sul”, afirmou. “O preço da soja está num patamar bom, considerando o momento de crise”, completou.

Otimismo Apesar do recuo de 18,6% na receita cambial obtida com as exportações de produtos agrícolas em fevereiro na comparação com igual período de 2008, Stephanes manteve o otimismo. Ele lembrou que o último item a ser cortado da lista de compras é a comida. “Além disso, muitos mercados vão continuar crescendo. A China e a Índia vão continuar crescendo. O que se pode ter é, momentaneamente, uma diminuição de estoques”, afirmou.

A avaliação consta em nota do Ministério da Agricultura. No texto, o ministro avalia o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre do ano. Stephanes lembrou que a situação econômica começou a piorar em setembro. “Os preços estavam bons, pelo menos até o momento da decisão do plantio. Também tivemos um ano climático muito favorável”, disse.

Sobre o desempenho do setor, após o início da crise financeira mundial, o ministro afirmou que a agricultura não pode parar. “A indústria rapidamente diminui sua linha de produção, dá férias coletivas. Pela própria característica da atividade, o agricultor tem que continuar plantando”, completou.

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