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Moagem deverá chegar a 622,1 milhões de toneladas de cana na safra 2024/25 prevê StoneX

Etanol de milho pode apresentar crescimento anual de 16,1% na temporada

Moagem deverá chegar a 622,1 milhões de toneladas de cana na safra 2024/25 prevê StoneX

A StoneX apresentou sua segunda revisão para a safra 2024/25 e a oitava revisão para o ciclo 2023/24 no Centro-Sul brasileiro, incluindo a primeira revisão para 2023/24 no Norte-Nordeste.

O Centro-Sul enfrentou um cenário climático instável em 2023 devido ao El Niño, com chuvas irregulares.

A perspectiva para 2024 aponta para uma transição climática, favorecendo o inverno seco e qualidade na produção de cana. Apesar da redução nas chuvas, o ciclo 2023/24 registrou recordes de produtividade.

Devido à alta produtividade dos canaviais na safra atual, as usinas terão de colher parte das lavouras na próxima temporada. Além disso, a conjuntura para o setor sucroenergético se mostra favorável para a ampliação dos investimentos na produção.

Sendo assim, estima-se que a extensão da área colhida de cana tenha crescimento anual de 2,3%, totalizando 7,71 milhões de hectares.

Para 2024/25, estima-se uma queda de 7,5% no TCH, mas a área canavieira deve se recuperar e alcançar o patamar de 80,7 t/ha – 8,2% acima da média das últimas 5 safras. Diante disso, a projeção é que a moagem seja de 622,1 milhões de toneladas de cana.

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Em meio às expectativas climáticas mais próximas da normalidade, estima-se que o ATR médio das lavouras apresente uma ligeira recuperação frente ao estimado para a temporada 2023/24, na ordem de 0,6%, totalizando 139,8 kg/t.

A produção de açúcar deve atingir um novo recorde de 43,1 milhões de toneladas em 2024/25, enquanto a destilação de etanol de cana diminui, sendo estimada em 24,5 milhões de m³ (-10,4%). Especificamente, a produção de hidratado em 15,0 milhões de m³ – retração anual de 7,8% – enquanto 9,5 milhões de m³ de anidro devem ser ofertados pelas usinas do Centro-Sul (-14,2%).

O etanol de milho pode apresentar crescimento anual de 16,1%, totalizando 7,2 milhões de m³, representando aumento de 22,7% na participação toal do biocombustível, que deve chegar a 31,7 milhões de m³, redução de 5,5% frente ao volume estimado pela StoneX na safra 2023/24. O consumo de Ciclo Otto deve crescer 1,5%, atingindo 44,5 milhões de m³.

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Temporada 2023/24

Com relação à temporada 2023/24 (abr-mar) do Centro-Sul, a consultoria estima moagem total em 657,5 milhões de toneladas. A produção de açúcar ficou projetada em 42,7 milhões de toneladas, crescimento de 26,5% em relação a 2022/23, a maior produção de açúcar das usinas.

A oferta do biocombustível de cana, por sua vez, ficou projetada em 27,3 milhões de m³, alta anual de 11,7%. Especificamente, estima-se uma produção de 16,3 milhões de m³ de hidratado e 11,0 milhões de m³ de anidro – avanço anual na ordem de 16,9% e 4,7%, respectivamente.

Para a produção do biocombustível derivado do milho ficou estimado um crescimento anual de 39,9% totalizando 6,2 milhões de m³. O crescimento estimado para o consumo de Otto ficou projetado em 4,5%, devendo totalizar 43,64 milhões de m³.

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Região Norte e Nordeste

Na região Norte-Nordeste, o clima seco reduz a produtividade dos canaviais, projetou-se um incremento de 3,1% no valor do ATR médio dos canaviais, devendo se situar em 125,98 kg/t. A moagem deve chegar a 57,55 milhões de toneladas em 2023/24, com queda de 6,5%.

Com relação ao mix produtivo, cerca de 47,5% da matéria-prima deve ser destinada à produção de açúcar. Uma diferença positiva de 1,1 pontos percentuais em relação ao ciclo 2022/23.

Assim, a produção de açúcar na região é projetada em 3,28 milhões de toneladas, representando uma redução anual de 1,3%. Apesar das condições climáticas adversas, a região deve registrar a terceira maior moagem em 10 anos.

Já a destilação de etanol, por sua vez, é projetada em 2,22 milhões de m³ (-5,4%). Especificamente, 1,11 milhão de m³ de hidratado (+2,8%) e 1,11 milhão de m³ de anidro (-12,1%) devem ser fabricados no acumulado da temporada.

O mercado internacional do açúcar permanece em alta devido ao El Niño em grandes produtores como Índia e Tailândia. O mix açucareiro pode crescer, semelhante ao observado no Centro-Sul brasileiro.

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