Mercado

Mistura do etanol na gasolina

Usineiros ligados à União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) sinalizaram ao governo federal que o aumento da mistura do álcool anidro à gasolina, de 25% para até 30%, pode ser um instrumento para adequar a demanda à atual oferta expressiva do produto. A primeira sondagem foi feita na reunião dos empresários, durante a plenária mensal da entidade, com a subchefe de articulação e monitoramento da Casa Civil, Teresa Campelo.

Pela atual legislação, a mistura do anidro à gasolina varia de 20%, com tolerância de um ponto porcentual para baixo, a 25%, com um ponto porcentual de tolerância para cima. Em fevereiro de 2006, diante de uma crise de desabastecimento de etanol, a mistura caiu de 25% para 20%, em novembro do mesmo ano foi para 23% e em julho de 2007 voltou aos 25%. Com atual excesso de oferta e preços baixos, cenário inverso ao de 2006, os usineiros querem que a banda máxima suba para 27,5% ou até 30%.

O ! assunto surgiu durante os debates sobre a possibilidade de o governo voltar a aumentar o valor da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômica (Cide) da gasolina, para manter o preço do combustível estável caso reduzisse seu preço em virtude da queda no petróleo. Em maio de 2008, o governo reduziu a Cide de R$ 0,28 para R$ 0,18 sobre o litro da gasolina para compensar o aumento de 10% no preço.

Os usineiros temem que uma queda no preço da gasolina possa tornar o combustível fóssil mais competitivo em relação ao do álcool em alguns mercados, reduzindo a demanda.

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