Mercado

Máquina brasileira planta cana até no Gabão

JC 167 – Não há mais dúvidas. O plantio mecanizado já faz parte das operações agrícolas e de motomecanização do setor sucroalcooleiro. Mesmo que haja ainda necessidade de aprender algumas lições, essa atividade está evoluindo rapidamente, tanto em relação aos equipamentos como também aos procedimentos adotados no campo. Ganha

um número cada vez maior de adeptos. Prova disso são as vendas crescentes nesse novo mercado. A DMB Máquinas e Implementos Agrícolas, de Sertãozinho, SP, que lançou a sua Plantadora de Cana Picada (PCP 6000), na Agrishow Ribeirão Preto em março de 2006, quando vendeu sete unidades, já espalhou sua máquina para municípios de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, além de exportá-la para Bolívia, Venezuela e até para o Gabão, na África.

Essa venda para o país africano, realizada no segundo semestre deste ano, exigiu a presença de um técnico da DMB por um mês no Gabão para o acompanhamento da montagem e treinamento de operadores, segundo informações de Auro Pardinho, gerente de marketing da empresa de Sertãozinho. Toda essa recente experiência brasileira em torno da mecanização do plantio, que já rompe fronteiras, tem solucionado algumas questões e apresentado resultados positivos. No caso do Brasil, as plantadoras, entre outros benefícios, estão suprindo a falta de mão-de-obra em áreas de expansão. Mas não é só isto. O setor começa a descobrir vantagens em relação ao custo. O próprio Pardinho relata a comparação feita por um representante de uma unidade sucroalcooleira, que considera menos onerosa a aquisição de máquinas, por meio de linhas específicas de financiamento, do que pagar à vista o custo da mão-de-obra do plantio manual como se fosse um aluguel, ou seja, com freqüência. A agroindústria canavieira se surpreende com as pectos de qualidade e eficiência relacionados a essa operação mecanizada. O gerente da DMB observa que a PCP 6000 age com rapidez, aproveita melhor a umidade do solo, reduz o trânsito intenso de máquinas. Com projeto industrial desenvolvido em parceria com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), essa plantadora faz todas as

operações do plantio da cultura de uma só vez em duas linhas, com desempenho operacional de aproximadamente um hectare por hora.

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