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Inpe sedia encontro sobre energia renovável

O pioneirismo do Brasil nas pesquisas sobre fontes de energia renováveis e não-poluentes rendeu dividendos políticos e científicos para o País. Cientistas de todo o mundo convidados pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) iniciaram ontem um encontro de cinco dias na sede do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP), para discutir temas como alteração do clima, eficiência energética e biocombustíveis.

Até o dia 30, pesquisadores dos mais renomados institutos elaboram um relatório especial sobre energias renováveis, que será redigido por 150 autores de 48 países. Entre eles estão sete brasileiros, que atuam como coordenadores e integrantes de três capítulos do relatório sob os temas desenvolvimento sustentável, biomassa e energia das marés.

O texto preliminar do relatório foi desenvolvido há pouco mais de um ano, em evento promovido pelo Grupo de Trabalho III do painel na Alemanha. Seu objetivo é avaliar possibilidades de limitação às emissões dos gases de efeito estufa. No entanto, a redação final do relatório Fontes Renováveis de Energia e Mitigação da Mudança do Clima ocorrerá no segundo semestre de 2010.

Segundo os cientistas envolvidos, o documento apresentará abordagens aprofundadas sobre temas emergenciais, como biocombustíveis e segurança alimentar, desenvolvimento urbano e eficiência energética. O volume ainda trará informações importantes para orientar as ações de agentes políticos, de setores privados e da sociedade civil para que possam auxiliar no combate ao aquecimento global.

“Sediarmos aqui uma reunião do IPCC reflete a importância que o mundo confere ao Brasil na área de mudança de clima”, comentou a assessora de Cooperação Internacional do Inpe e conselheira do painel, a cientista Thelma Krug. Ela lembrou que as pesquisas sobre combustíveis limpos, como o etanol, e os estudos sobre mudanças climáticas colocaram o País entre as lideranças mundiais quanto às energias renováveis.

O IPCC foi concebido em 1988 numa associação entre a Organização Mundial de Meteorologia e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. (Júlio Ottoboni)

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