Mercado

Indonésia vai produzir etanol de cana-de-açúcar

Modernizar as indústrias sucroenergéticas, expandir as plantações de cana-de-açúcar em 3,5 milhões de hectares nos próximos 20 anos e introduzir a tecnologia flex no mercado automobilístico. Esta é a receita para a Indonésia diminuir sua dependência de combustíveis fósseis e se tornar mais um produtor de biocombustíveis no mundo, na opinião do cônsul daquele país em São Paulo, Paulo Camiz de Fonseca.

Nesta quarta-feira (01/04/09), ele acompanhou uma delegação do governo indonésio em visita à sede da União da Indústria de Cana de Açúcar (UNICA), para obter mais dados sobre o modelo de desenvolvimento seguido pela indústria canavieira nacional – modelo que servirá como fonte de inspiração para a produção de etanol naquele país.

A Indonésia já estruturou a legislação determinando a mistura de etanol à gasolina, que deverá variar entre 3% e 5%. “Os próximos passos serão um estreitamento nas relações com e! mpresas brasileiras tanto para importação de etanol, como para a formação de joint ventures na Indonésia”, afirmou Camiz.

Na UNICA, o grupo formado por representantes ligados aos ministérios da Agricultura, Desenvolvimento e Economia da Indonésia foi recebido pela relações institucionais da entidade, Carolina Costa. Ela demonstrou aos visitantes, que também integram um grupo responsável pela supervisão de novos investimento no país (“Indonesia Investment Coordinating Board”), algumas tecnologias resultantes do avanço do setor sucroenergético brasileiro nos últimos anos, destacando a evolução da indústria de cana da criação do Programa Brasileiro de Álcool (Proálcool), na década de 1970, até os dias atuais.

A bioeletricidade e a fabricação de carros flex são bons exemplos destes avanços tecnológicos. Atualmente, a maioria das usinas brasileiras é auto-suficiente em energia elétrica, graças à queima do bagaço da cana sobras da produção de etanol e açúcar para geração de eletricidade. A produção de carros flex foi outro ponto que gerou bastante interesse da comitiva estrangeira. Introduzidos no mercado automotivo nacional em 2003, estes veículos são fabricados com sensores capazes de identificar com precisão a presença de gasolina ou etanol no tanque de combustível em qualquer proporção, e, assim, ajustar automaticamente o funcionamento do motor para a mistura do combustível em uso. Costa explicou que a expansão da frota de carros bicombustíveis no Brasil foi um dos fatores que mais contribuíram para o crescimento da produção de etanol nos últimos seis anos.

Além da UNICA, os parlamentares indonésios também pretendem se reunir com executivos de uma montadora para conhecer melhor o processo de introdução da tecnologia flex no Brasil, como por exemplo os investimentos aportados pela iniciativa privada (fabricantes) e as políticas públicas implantadas pelo governo brasileiro. Ao final do encontro, o cônsul da República da Indonésia no Br! asil agradeceu pelas informações prestadas. “A contribuição da UNICA é muito positiva para o bom andamento do nosso programa de etanol na Indonésia, pois além de repassar dados valiosos para quem decide investir na produção de etanol de cana-de-açúcar, também congrega lideranças de um dos setores sucroenergéticos mais desenvolvido do mundo”, finalizou. A mesma delegação da Indonésia esteve na sede da UNICA em maio de 2008, quando ainda realizava estudos sobre a viabilidade de se implantar um programa de biocombustíveis no país.

As informações partem da assessoria de imprensa da Unica.

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