Mercado

Grupo Cosan e Fluxo compram a usina Corona

São Paulo, A Cosan S.A., o maior grupo produtor de açúcar e de álcool combustível do Brasil, comunicou ontem à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a compra da Usina Corona, que possui duas unidades industriais. Com essa aquisição, a Cosan passa a ter capacidade de processamento de 6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

A operação não chegou a surpreender os empresários do setor. Desde que a Cargill anunciou a desistência da empresa, cujas negociações estavam em andamento há algum tempo, os observadores contavam com a apresentação de um lance por parte da Cosan que, sob o comando do empresário Rubens Ometto Silveira Mello, vem mostrando capacidade de imprimir a rápida expansão de suas empresas nos últimos anos. Para alguns representantes do setor, o negócio só não foi concluído, ou anunciado, antes porque estava em pleno andamento a operação de lançamento de debêntures da empresa na Bolsa de Valores de São Paulo.

O Grupo Cosan, segundo fontes do setor sucroalcooleiro, ficou na realidade com 25% do capital acionário do Corona. A operação final foi resultado de uma nova divisão do capital da Corona. Na negociação anterior, a Cargill pretendia adquirir 50% da empresa, enquanto que dois outros grupos empresariais haviam anunciado a disposição de ficar com 25% cada do seu capital. Eram a Cristalsev, que reúne um “pool” de usinas exportadoras de açúcar e de etanol, e a Fluxo, uma trading comandada pelo empresário Manuel Garcia, que havia financiado exportações da Corona e que reunia alguns créditos da empresa, apresentados como parte do pagamento.

Com a nova composição acionaria da Corona, a Cosan ficou com 25% e pagou por ele R$ 400 milhões. A trading Fluxo, por sua vez, ficou com outros 25% e a família Ugoline (cujo patriaca é parente da família Corona) ficou com os 50% remanescentes.

A aquisição das duas usinas da Corona pelo grupo Cosan amplia a presença do grupo no setor sucroalcooleiro. Para alguns analistas, significa a maior concentração do mercado nas mãos do empresários. Para outros, a redução de uma indesejada pulverização do mercado do setor.

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