Mercado

Fornecedores de cana buscam negociação com Santelisa

Os fornecedores de cana-de-açúcar da região de Ribeirão Preto (SP) querem marcar uma reunião com a Santelisa Vale para negociar o pagamento de débitos atrasados com fornecedores. De acordo com Manuel Ortolan, presidente da Associação dos Plantadores de Cana do Oeste de São Paulo (Canaoeste), a empresa deve o pagamento de novembro e também os 20% restantes que são pagos após a safra. Ortolan afirmou que algumas negociações já avançaram na empresa, como a proposta da Santelisa de mudar o percentual de adiantamento do pagamento durante a safra. Normalmente, esse percentual é de 80%, e a companhia queria reduzir para 65%. “Agora eles já falam em 70% neste ano e retomada para 80% no ano que vem”, comemora Ortolan.

A expectativa, segundo o dirigente da Canaoeste, é que com a entrada da Louis Dreyfus Commodities (LDC) no negócio, os pagamentos sejam todos feitos. Com dívidas próximas de R$ 3 bilhões, a Santelisa Vale anunciou na última semana uma associação com a multinacional. O mercado estima que os acionistas controladores, membros da família Biagi e Junqueira, ficarão com fatia de 35% a 40% da empresa, percentual semelhante ou igual ao da LDC. É esperado que o BNDESpar, que já detém 7% da companhia, faça novos aportes.

No dia 6, a usina Continental, de Colômbia, começou a moagem de cana. A previsão é de que as outras quatro usinas do grupo iniciem a safra até o final de abril.

Os associados da Canaoeste fornecem juntos cana para 22 usinas da região de Ribeirão Preto. Dessas, dez estão inadimplentes, segundo Ortolan. Entre elas, está a Albertina que, de acordo com o representante da Canaoeste, não paga seus fornecedores desde julho de 2008.

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