Mercado

Exportações de álcool podem sofrer restrições

O governo poderá intervir no mercado e limitar as exportações de álcool para descartar o risco de desabastecimento do produto no mercado interno. O assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Ricardo Severo, disse que a restrição dos embarques deve ser avaliada a partir da demanda interna. “A idéia é calcular a demanda interna. Não se deve permitir a exportação de quantidade que resulte em desabastecimento do mercado interno”, disse.

A estratégia em discussão no governo considera a possibilidade de o álcool ser tratado não como uma commodity , mas como combustível. O setor passaria a estar comprometido com a garantia de abastecimento, da mesma forma como a Petrobras garante o abastecimento de gasolina.

No ano passado, o País vendeu 2,5 bilhões de litros de álcool. Hoje, não existe qualquer restrição às exportações do produto, que são feitas automaticamente por meio de um simples contrato entre compradores e vendedores.

Imposto — A Câmara de Comércio Exterior (Camex) reduziu ontem de 20% para zero o imposto de importação para o álcool anidro, misturado à gasolina, e para o hidratado, que é colocado diretamente no tanque de combustível. A nova alíquota fará parte da Lista de Exceção do Mercosul, que tem validade de seis meses. Depois desse período, o governo pode rever a decisão.

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