Mercado

EUA admitem aumentar mistura

O governo dos Estados Unidos deve agir “razoavelmente rápido” para elevar a taxa de 10% de mistura de etanol à gasolina em 2 a 3 pontos percentuais, afirmou ontem o secretário de Agricultura americano, Tom Vilsack. Grupos agrícolas e de comercialização de etanol dizem que a proporção pode ser elevada para 15% ou 20% sem prejudicar os motores dos carros. Um grupo de etanol, o Growth Energy, pediu formalmente à Agência de Proteção Ambiental (EPA) que a proporção seja de 15%.

A EPA tem nove meses para responder ao pedido. Autoridades da Growth Energy disseram que a EPA pode permitir uma mistura de 12% ou 13% nesse ínterim.

– Podemos, acreditamos, agir razoavelmente rápido para elevar a taxa de mistura para 12% a 13% nesse ínterim – disse Vilsack na convenção da União Nacional de Produtores. Depois disso, disse o secretário, a proporção de mistura pode subir para 15% ou 20%.

Os proponentes afirmam que um pequeno aumento na taxa de mistura pode facilitar o cumprimento de determinações federais para uso de combustíveis renováveis. Produtores de alimentos, de animais e grupos ambientais são contra o aumento. O milho é a principal matéria-prima para o etanol nos EUA, mas também usado como ração e alimento.

Expansão

A Cosan, maior produtora brasielira de etanol, anunciou ontem que sua subsidiária Rumo Logística S.A. vai investir R$ 1,2 bilhão para ampliar a capacidade operacional ferroviária para o porto de Santos. A Cosan fechou um acordo com a empresa brasileira de transporte ferroviário América Latina Logística (ALL) para gerenciar a expansão. A ALL já controla trens da linha de Bauru, em São Paulo, para o maior porto da América Latina.

Cerca de metade do investimento, R$ 535 milhões, será usado na duplicação, ampliação e melhoria da via permanente e pátios do corredor ferroviário Bauru-Santos. Outros R$ 435 milhões serão usados para aquisição de até 79 locomotivas e 1.108 vagões HPT com capacidade de 30 toneladas/eixo.

“Os contratos englobam o transporte com destino ao Porto de Santos de aproximadamente 9 milhões de toneladas (de açúcar e outros produtos) por ano após a conclusão do investimento e 184 milhões de toneladas do produto no período 2010 a 2028, caso as condições contratuais sejam cumpridas”, disse a Cosan em comunicado.

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