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Estados Unidos apostam no álcool celulósico, diz o USDA

Os Estados Unidos estão fazendo uma “grande aposta” ao planejarem depender do etanol celulósico para atender suas necessidades de combustível, disse às agências internacionais Keith Collins, que se aposentará no próximo mês de janeiro, após 15 anos ocupando o posto de economista-chefe do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, pelas iniciais em inglês).

Na semana passada, o presidente norte-americano George W. Bush sancionou um projeto de lei para o setor de combustíveis que aumentará o uso de combustíveis alternativos como o etanol a partir dos 7,5 bilhões de galões deste ano (28,3 bilhões de litros) para 36 bilhões de galões em 2022.

Cerca de 20 bilhões desses galões de combustível alternativo teriam de ser gerados por lascas de madeira, rejeitos de safras agrícolas e formas de biocombustível não fabricadas a partir do milho, que é a fonte predominante de etanol nos EUA, disse Collins. As usinas de produção de combustível celulósico não foram testadas em escala comercial, disse Collins, o que transforma o projeto para o setor de combustíveis “numa legislação incrivelmente audaciosa”.

As 134 destilarias de etanol atualmente em operação nos EUA são capazes de produzir 7,23 bilhões de galões do combustível por ano, segundo a Associação dos Combustíveis Renováveis de Washington. Setenta e sete usinas adicionais que estão sendo construídas aumentarão a capacidade produtiva para cerca de 13,45 bilhões de galões.

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