Mercado

Decisão da OMC favorável ao Brasil faz preços do açúcar branco cair

A Organização Mundial do Comércio (OMC) deu prazo até 22 de maio para a União Européia (UE) limitar suas exportações subsidiadas de açúcar. Acionado pelo Brasil, Austrália e Tailândia, um árbitro da OMC definiu um prazo intermediário para a UE cumprir com decisão de um painel que condenou a política de subsídios do bloco ao açúcar.

O Brasil tinha pedido para os europeus cumprirem a decisão até o final de dezembro deste ano. A UE pedia para cumprir o prazo apenas a partir do final de 2006 e início de 2007. A decisão, contudo, surpreendeu o setor sucroalcooleiro e o governo brasileiro.

A União Européia terá de limitar suas exportações subsidiadas de açúcar a 1,273 milhão de toneladas, ou apoio de 499,1 milhões. A UE informou que deverá cumprir a decisão do órgão.

A decisão, anunciada na sexta-feira passada, já deixou o mercado de açúcar mais vulnerável. Os preços do açúcar branco caíram para o menor patamar das últimas cinco semanas na bolsa de Londres por conta da preocupação de que a União Européia irá despejar 7 milhões de toneladas de açúcar no mercado internacional, por conta da decisão da OMC.

O custo de produção do açúcar europeu é próximo a US$ 800 por tonelada, mais do triplo do preço internacional do produto.

O presidente da Unica (União das Agroindústrias Canavieiras de São Paulo), Eduardo Pereira de Carvalho, acredita que o cronograma de implementação será respeitado, uma vez que a UE se comprometeu a acatar a decisão da OMC. Ele acredita que a futura safra poderá ser favorável ao setor.

A retirada dos subsídios ilegais europeus poderá ampliar o mercado internacional de açúcar em até 5 milhões de toneladas por ano. O Itamaraty calcula um mercado potencial anual da ordem de US$ 1,48 bilhão. As exportações atuais

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