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CTC vai abrir fábrica que produzirá 1 milhão de mudas de cana por mês

O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), com sede em Piracicaba (SP), planeja inaugurar no início de março sua primeira biofábrica para produzir viveiros de mudas de cana. Atualmente, o instituto de pesquisa, um dos mais tradicionais do país, produz cerca de 500 mil mudas de cana por ano. A meta é produzir 1 milhão de mudas por mês a partir de setembro.

Divulgação CTC

Segundo Nilson Boeta, superintendente do CTC, aporte em biofábrica que será inaugurada em março foi de R$ 1 milhão

Os investimentos nessa biofábrica ficaram em aproximadamente R$ 1 milhão, conforme Nilson Boeta, diretor-superintendente do CTC. “Começaremos a trabalhar na nova fábrica a partir de março e em setembro estaremos a pleno vapor”, disse.

Para colocar os planos da nova fábrica em prática, o CTC já contratou pesquisadores e agora deverá ter novos técnicos para o centro de pesquisas. O CTC lança, em média, de três a quatro novas variedades de cana por ano. E para a safra 2009/10, que começa em abril, não será diferente. “Teremos novidades”, afirmou Boeta.

Essa biofábrica vai concentrar em uma só área o processo de multiplicação da cana. As plantas desenvolvidas em laboratório poderão ser fornecidas pelo CTC e vão substituir o processo de multiplicação em campo.

Também neste ano, o CTC vai inaugurar sua primeira planta-piloto para a produção de etanol de segunda geração, em parceria com a dinamarquesa Novozymes. Os aportes neste projeto estão estimados em R$ 2 milhões, segundo Boeta. Os dois parceiros estão desenvolvendo há alguns meses pesquisas para a produção de etanol a partir da celulose contida no bagaço e na palha da cana, com a quebra das enzimas. “A partir desta fábrica, teremos condições de avançar nas pesquisas”, afirmou.

A parceria entre o CTC e a Novozymes foi formalizada em setembro de 2007. A companhia dinamarquesa é uma das maiores produtoras de enzimas do mundo, com 45% de participação global.

A perspectiva é que a produção de álcool celulósico em maior escala seja possível nos próximos dois ou três anos. No processo de etanol de segunda geração, a celulose da planta é transformada, por meio de enzimas, em outros açúcares, que podem ser fermentados para a produção de etanol. O bagaço da cana é rico em celulose, que é convertido em açúcar. Por meio desse sistema, a produção de etanol poderá dobrar sem aumentar a área plantada.

Fundada há 40 anos, o CTC é uma das principais entidades de pesquisa e desenvolvimento de cana do país. Controlada pela Copersucar até 2004, o instituto de pesquisa tornou-se independente e hoje é mantido por cerca de 180 unidades produtoras de açúcar, etanol e energia. Com 12 mil fornecedores de cana associados, o CTC também mantém unidades regionais nas principais regiões do país. O instituto desenvolve pesquisas nas áreas agrícolas, industriais e logística.

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