Mercado

Cresce participação de AL na cota americana de açúcar

Depois de impasse judicial com o estado de Pernambuco, Alagoas ganhou a maior participação da cota adicional de exportação de açúcar para os Estados Unidos. O governo federal respeitou os critérios da proporcionalidade. Quem mais produz, terá direito a exportar mais. De acordo com portaria publicada ontem no Diário Oficial da União, o Ministério da Agricultura estipula que as usinas de Alagoas poderão exportar cerca de 21,8 mil toneladas curtas para o País, enquanto as unidades pernambucanas comercializarão 13,6 mil toneladas curtas. Uma tonelada curta equivale a 1,1023 toneladas métricas (utilizadas no Brasil).

A cada início de safra, os Estados Unidos concede uma cota para exportação de açúcar da região Nordeste. No entanto, em virtude dos furacões que ocorreram no País no ano passado, foi concedido um adicional de 42,09 mil toneladas curtas de açúcar para as usinas da região. Participação Para esta distribuição de açúcar, o Ministério considerou o critério de maior participação efetiva de cada unidade na produção total de açúcar. Como, somadas, as usinas alagoanas respondem pela maior parte do açúcar produzido na região, a participação do estado na distribuição total da cota passou de 46,41% para 51,97%. Pernambuco, por outro lado, caiu de 40,52% para 32,26%. Cota

Apesar de parecer um número pequeno, a cota americana interessa aos produtores de açúcar do Brasil por que o produto é remunerado com valores acima dos do mercado. A cota é destinada para países em desenvolvimento, e, no caso do Brasil, o governo determinou a distribuição entre os estados nordestinos, por conta das dificuldades em se produzir açúcar na região em comparação com o Centro–Sul. A distribuição da cota para os estados ficou da seguinte forma:

Alagoas 21,8 mil toneladas curtas (51,97%)

Pernambuco , 13,6 mil toneladas curtas (32,26%)

Rio Grande do Norte 2,40 mil toneladas curtas (5,72%);

Paraíba 1,41 mil toneladas curtas, (3,36%);

Bahia 1,45 mil toneladas curtas (3,44%);

Sergipe 637,14 toneladas curtas (1,51%);

Maranhão 335,67 toneladas curtas (0,80%);

Piauí 236 toneladas (0,56%).

O Amazonas também está incluso na cota, com 159, 6

toneladas (0,38% do total).

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