Mercado

Cresce o consumo de álcool

O consumo de álcool combustível deu um salto Centro-Sul do país, à medida que seus preços seguem mais competitivos que os da gasolina nas bombas. Até fevereiro, o consumo girava em torno de 950 milhões de litros por mês. Mas desde março a média mensal subiu para 1,05 bilhão, segundo Antonio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da União da Agroindústria Canavieira do Estado de São Paulo (Unica).

Em São Paulo, os preços do litro do álcool hidratado ficam em torno de 40% dos da gasolina. Tradicionalmente, os preços do litro do álcool ficam em torno de 70% do da gasolina. Com os preços mais competitivos para o álcool, os consumidores também intensificam a prática do chamado “rabo de galo”, mistura do álcool no tanque de gasolina.

As montadoras também comemoram o “boom” de vendas de carro a álcool e os bicombustível. Em abril, as vendas desses veículos dispararam e atingiram 27.170 unidades, 650% mais que no mesmo mês de 2003, segundo a Anfavea. Nos primeiro quadrimestre do ano, as vendas totalizaram 82.528 unidades, 448% mais que nos quatro primeiros meses do ano passado.

Segundo Rodrigues, as usinas do Centro-Sul do Brasil estão também negociando cerca de 100 milhões de litros de álcool por mês no exterior.

O presidente da Unica, Eduardo Pereira de Carvalho, vai à China, junto com a comitiva do presidente Lula, negociar o mercado de álcool naquele país. Entrevista à Dow Jones Newswires, Carvalho, que participa do Sugar Dinner, em Nova York, disse que a produção de cana no Brasil deverá subir 6,3%, para 372 milhões de toneladas na safra 2004/05, com uma oferta de açúcar de 27 milhões de toneladas e 14,3 bilhões de litros.

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