Mercado

Corte de subsídios não vai beneficiar produto brasileiro

O setor sucroalcooleiro do Brasil não deve ser beneficiado diretamente pela redução de subsídio aos grandes produtores norte-americanos proposto pelo presidente norte-americano Barack Obama, na última terça-feira, em seu discurso ao Congresso, de acordo com o presidente da União da Indústria da cana-de-açúcar (Unica), Marcos Jank.

Segundo ele, 80% dos subsídios norte-americanos estão concentrados em 20% dos produtores agrícolas, aqueles grandes produtores, tradicionais no cultivo de grãos e algodão. “Se aprovado no parlamento, esta medida terá um impacto principalmente na produção de soja brasileira”, estima.

Jank lembra que o presidente George W. Bush também tentou cortar estes subsídios, em US$ 250 milhões ao ano, e não teve apoio do Congresso. “Atualmente, a maioria é democrata que possui um histórico de combate aos subsídios, o que pode ajudar. Mas o lobby dos grandes produtores agrícolas é forte”, afirma.

Esta redução de subsídios aos grandes produtores agrícolas não afeta a produção de etanol dos Estados Unidos porque os subsídios dados pelo governo norte-americano ao etanol estão concentrados nos misturadores ou blenders. “São estes misturadores, que adicionam o etanol à gasolina, que recebem o subsídio de US$ 0,45 por galão de combustível renovável e não os produtores”, afirma Jank.

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