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Combustível caro faz de carros híbridos vedetes em Frankfurt

Os preços recordes dos combustíveis colocaram os carros híbridos em destaque no maior salão do automóvel do mundo, esta semana, mas as montadoras estão discutindo para determinar se a crescente popularidade dos veículos movidos a gasolina e eletricidade resulta apenas de uma onda de marketing.

Há muito desdenhados como moda passageira por montadoras européias, que preferem carros com motores a diesel modernos, capazes de obter igual eficiência no uso de combustível, os híbridos agora estão em ascensão. Até mesmo as montadoras mais céticas se enquadraram e estão correndo para oferecer produtos cercados por um halo de respeito ao meio ambiente.

“Empresas que ignoram o consumidor pagam o preço”, disse Fritz Henderson, presidente do conselho da General Motors Europe, aparentemente uma das poucas empresas presentes em Frankfurt que não lançou um híbrido ou alardeou seus planos para produzir esse tipo de veículo.

Os híbridos acoplam um motor a gasolina ou diesel a pelo menos um motor elétrico e baterias que permitem que carros operem com eletricidade,a baixa velocidade, e que são recarregadas com energia capturada das frenagens.

Eles custam milhares de dólares mais que os motores convencionais, mas estão sendo alvo de mais atenção agora que os preços do petróleo se tornaram dolorosos e enquanto o diesel continua raro no crucial mercado norte-americano, onde muitos consumidores acreditam que motores diesel são coisa de caminhão, não automóvel.

A japonesa Toyota, cujo modelo híbrido Prius vem obtendo imenso sucesso, acredita que os híbridos sejam capazes de capturar mais território no coração do mercado diesel europeu.

“Acreditamos que dentro de 10 anos o mundo estará repleto de carros híbridos,” disse Kazuo Okamoto, diretor de pesquisa e desenvolvimento da segunda maior montadora de automóveis do mundo, a repórteres, quando perguntado se os híbridos ocupariam apenas um nicho no mercado europeu.

Os custos começam a cair, e a tecnologia está progredindo, de modo que os híbridos não ficarão limitados aos carros grandes e utilitários, disse, acrescentando que “estamos certos de que no futuro a tecnologia também será usada em carros menores”.

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