Mercado

Carros com motor flex elevam vendas de álcool em 26,26%

As vendas de álcool hidratado pelas distribuidoras de combustíveis deram um salto de 110 milhões de litros em dezembro, atingindo 530 milhões, informou a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Isso indica aumento de 26,26% em apenas um mês: em novembro, as vendas das distribuidoras somaram 419 milhões de litros.

Segundo especialistas do setor, além do aumento da frota de carros bicombustível, o forte aumento nas vendas em apenas um mês resultou das mudanças na fiscalização da ANP.

Com as exigências da indústria automobilística, o setor foi obrigado a colorir o álcool anidro (misturado à gasolina) a partir de janeiro para que não fosse vendido como hidratado.

O comportamento atípico de dezembro nas vendas de álcool hidratado só acentuou um movimento observado desde o início de 2004, com a aceleração nas vendas dos automóveis bicombustível, que demandam mais álcool.

Pelos dados da ANP, o consumo médio de álcool hidratado no País em 2005 oscilou em torno de 388 milhões de litros mensais, totalizando 4,658 bilhões no ano, com aumento de 8,37% em relação a 2004. Em 2003 a média mensal de consumo ficou em 270 milhões de litros.

Em dois anos, portanto, as vendas aumentaram quase 120 milhões de litros mensais.

Com o forte aumento das vendas no final do ano passado, a participação do álcool hidratado em relação à gasolina C subiu para 21,75% em dezembro (530 milhões de litros e 2,437 bilhões, respectivamente), aumento de 4,5 pontos porcentuais em relação a dezembro de 2004.

Ao todo, considerando o álcool hidratado e o álcool anidro (misturado à gasolina C à razão de 25%), as vendas de álcool combustível no ano passado atingiram 10,57 bilhões de litros. Em 2004 as vendas somaram 10,08 bilhões de litros, conforme os dados da ANP.

ACORDO CUMPRIDO

O Ministério da Agricultura divulgou nota ontem afirmando estar monitorando as oscilações dos preços do álcool anidro, misturado à gasolina na proporção máxima de 25%, no mercado interno, e assegurando que não há motivo para preocupação no que se refere ao cumprimento do acordo firmado com os usineiros.

Nesta semana, alguns corretores informaram que os preços tinham superado o teto acordado com o governo e que alguns negócios teriam sido fechado a R$ 1,08 por litro. As oscilações de preços são normais no período da entressafra e os movimentos especulativos podem ter como referência preços diferentes do índice Esalq/SP, informou o ministério.

Banner Evento Mobile